Mudança no comando da Previ
João Fukunaga renunciou à presidência da Previ, o maior fundo de pensão do país. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (17), marcando uma transição significativa na liderança da entidade.
A Previ é dos funcionários do Banco do Brasil, representando um dos pilares do sistema previdenciário brasileiro.
Sucessão e indicação
Márcio Chiumento sucederá João Fukunaga na presidência do fundo. Atual diretor de participações, Chiumento foi indicado pelo banco para assumir o comando.
Essa movimentação ocorre em um momento de reestruturação no mercado de previdência complementar.
Nova trajetória profissional
Fukunaga foi convidado a assumir a diretoria de relações governamentais e ASG da EloPar. A EloPar é uma holding criada em 2015 por BB e Bradesco, com o objetivo de impulsionar empresas do grupo.
Alelo é uma bandeira de cartão de benefícios que integra esse ecossistema.
Tempo de gestão
Fukunaga presidia a Previ desde março de 2023, acumulando pouco mais de um ano à frente da instituição. Durante esse período, ele liderou processos importantes de transformação na gestão do fundo.
A mudança para a EloPar representa uma nova fase em sua carreira executiva.
Legado da gestão Fukunaga
Durante sua gestão, Fukunaga impulsionou a modernização da Previ em diversos fronts. O maior legado está na gestão do Plano 1, um dos principais regimes previdenciários da entidade.
Estratégias implementadas
- Aceleração da estratégia de imunização do passivo
- Fortalecimento da sustentabilidade do plano
- Melhorias nos processos internos
- Ampliação da transparência das informações
Essas iniciativas buscaram modernizar a operação do fundo, sempre com foco na segurança dos participantes.
Reestruturação de investimentos
Desde 2024, a Previ realizou desinvestimentos em mais de 50 empresas, demonstrando uma revisão profunda do portfólio.
Principais desinvestimentos
- Antiga BRF (hoje MBRF)
- Neoenergia
- Outras participações relevantes
Essas movimentações fazem parte de uma reavaliação estratégica das aplicações do fundo.
Reforço da carteira
Paralelamente, a Previ reforçou a carteira de títulos públicos em mais de R$ 19 bilhões no período. Esse reposicionamento busca maior segurança e liquidez para os recursos dos participantes.
A estratégia reflete uma abordagem mais conservadora em um cenário econômico desafiador.
Transição e continuidade
A indicação de Márcio Chiumento pelo banco sinaliza continuidade nos processos em andamento. Como diretor de participações, ele já tinha familiaridade com as principais operações do fundo.
Essa experiência deve facilitar a transição de comando e manter a consistência na gestão.
Contexto do mercado
A mudança ocorre em um momento de transformações no mercado previdenciário brasileiro. A Previ, como maior fundo de pensão do país, mantém papel fundamental nesse contexto.
Os próximos passos da nova administração serão acompanhados com atenção pelo mercado.
