Ouro cai 10% na semana com temores de inflação no Oriente Médio
Crédito: www.moneytimes.com.br
Crédito: <a href="https://www.moneytimes.com.br/ouro-fecha-em-queda-e-despenca-10-na-semana-com-temores-de-inflacao-por-oriente-medio-lils/" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">www.moneytimes.com.br</a>

Queda histórica do ouro: maior desde março de 2020

O contrato futuro do ouro para abril fechou em baixa de 0,67% na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), cotado a US$ 4.574,9 por onça-troy.

Na semana, o metal precioso registrou uma queda expressiva de 10,64%. Essa é a maior queda semanal desde a semana que terminou em 13 de março de 2020, quando o ouro caiu 9,3% durante o surto de covid-19.

A informação sobre a queda semanal é de acordo com levantamento da Dow Jones Newswires. O movimento negativo marca a terceira sessão consecutiva de baixa para o contrato futuro do ouro, indicando uma pressão sustentada sobre o ativo.

Prata também segue em recuo acentuado

Além do ouro, outro metal precioso apresentou desempenho negativo. A prata para maio teve queda de 2,18%, fechando a US$ 69,664 por onça-troy.

Na semana, a prata registrou um recuo ainda mais acentuado, de 14,36%. Essa movimentação conjunta reforça um cenário de pressão sobre os metais preciosos como um todo.

A correlação entre os dois ativos frequentemente se mantém em momentos de volatilidade no mercado financeiro. Assim, a queda da prata acompanha a tendência observada no ouro, ampliando o tom cauteloso entre os investidores.

Fatores que pressionam os metais preciosos

Tensões no Oriente Médio e temores inflacionários

Os investidores mantêm temores sobre uma alta inflacionária decorrente do conflito no Oriente Médio, que não apresenta perspectivas de ter fim. Esse cenário geopolítico contribui para a volatilidade nos preços dos metais preciosos.

Em geral, o ouro é visto como um ativo de refúgio em momentos de incerteza, mas a perspectiva de inflação persistentemente alta pode alterar essa dinâmica.

Expectativas de juros do Federal Reserve (Fed)

Nos Estados Unidos, a ferramenta de monitoramento do CME Group mostrou que o mercado passou a precificar a chance de aumento dos juros pelo Fed ainda este ano, em outubro. Por outro lado, a aposta de corte dos juros foi adiada para 2027.

Uma política monetária mais apertada costuma pressionar os ganhos do ouro, pois torna os ativos de renda fixa mais atraentes em comparação. Essa mudança nas expectativas reflete uma avaliação cautelosa sobre a economia norte-americana.

Impacto da política monetária no mercado

O cenário de possíveis aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve representa um desafio adicional para o ouro. Historicamente, períodos de política monetária restritiva tendem a reduzir o apetite por ativos não rendáveis, como o metal amarelo.

A postura do banco central americano é, portanto, um fator-chave para entender a movimentação recente dos preços. Enquanto isso, os temores inflacionários ligados ao Oriente Médio adicionam uma camada de complexidade ao panorama.

Dessa forma, os investidores precisam equilibrar diferentes variáveis em suas decisões.

Perspectivas para os metais preciosos

A queda acentuada da semana coloca o ouro em seu pior desempenho semanal desde os primeiros impactos da pandemia de covid-19. Esse movimento destaca a sensibilidade do ativo a fatores macroeconômicos e geopolíticos.

A prata, por sua vez, segue uma trajetória similar, com recuo ainda mais expressivo no período. O mercado continuará monitorando de perto as evidências sobre inflação e as decisões do Fed.

A ausência de sinais de resolução no conflito do Oriente Médio mantém o cenário de incerteza. Assim, a volatilidade nos preços dos metais preciosos pode persistir nas próximas sessões.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
+ 71 = 77


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários