Projeções opostas para milho e farelo de soja em 2026
A JBS, uma das maiores processadoras de proteína animal do mundo, projeta cenários divergentes para dois insumos-chave em 2026. Segundo o CEO global Gilberto Tomazoni, o milho deve enfrentar pressão de alta, enquanto o farelo de soja caminha para um cenário baixista.
Essa avaliação foi apresentada durante teleconferência com analistas, marcando o posicionamento oficial da empresa sobre custos futuros. A divergência coloca a companhia diante de desafios logísticos e financeiros.
Fatores que influenciam o preço do milho
Tomazoni destacou que a alta do milho está associada à redução dos estoques globais do cereal. O executivo também mencionou a influência do preço do petróleo como elemento impactante.
Para o farelo de soja, subproduto fundamental para nutrição animal, a tendência é de queda. A fonte não detalhou os motivos específicos para essa projeção baixista.
Estratégia da JBS para minimizar impactos
Diante desse cenário misto, a empresa aposta em sua estrutura operacional para atenuar efeitos negativos. Segundo o CEO, a demanda firme por produtos, aliada à diversificação geográfica e de portfólio, deve colaborar nessa mitigação.
A companhia opera em múltiplas regiões com ampla gama de proteínas, o que confere resiliência frente a oscilações em custos específicos. Essa estratégia é vista como pilar fundamental para manter a trajetória de crescimento.
Declaração do CEO sobre diversificação
Tomazoni foi enfático ao ilustrar a força da plataforma diversificada: “Veja o valor da nossa plataforma, tem um negócio que é 30% do nosso negócio, com margem negativa (de -1,1% na média de 2025), e a gente consegue continuar crescendo dada essa diversificação tanto de proteína quanto de região”.
A declaração reforça que a empresa sustenta expansão mesmo com parte significativa das operações enfrentando dificuldades de rentabilidade no curto prazo.
Resiliência operacional da empresa
A menção a um negócio com 30% do total e margem negativa destaca desafios internos. Com margem média de -1,1% projetada para 2025 nesse segmento, a pressão sobre resultados é evidente.
A capacidade de crescimento, mesmo diante desse quadro, é atribuída diretamente à diversificação. Essa abordagem permite que perdas em uma área sejam compensadas por ganhos em outras, estabilizando o desempenho geral.
Teste do modelo de negócios
O modelo da JBS é colocado à prova não apenas por projeções externas de custos, mas também por realidades internas de rentabilidade. A gestão confia que a estrutura multicategoria e multirregional será suficiente para navegar por 2026.
A fonte não detalhou planos operacionais específicos ou ajustes que serão feitos para se adaptar a esse cenário.
Expectativas para o setor de proteína animal
As projeções colocam o setor em alerta para movimentos dos insumos agrícolas nos próximos anos. A alta do milho pode pressionar custos de produção de aves e suínos, itens centrais no portfólio da JBS.
Em contraste, cenário baixista para farelo de soja poderia trazer algum alívio, embora a dinâmica geral permaneça complexa. A capacidade da empresa em gerenciar essas variáveis será crucial para seu desempenho financeiro.
Mensagem final da liderança
A teleconferência serviu como termômetro das expectativas da liderança para o médio prazo. A mensagem central é de confiança na resiliência do modelo de negócios, mesmo ante custos voláteis e desafios setoriais.
A diversificação, repetidamente enfatizada, surge como principal antídoto contra incertezas do mercado. Resta ao mercado acompanhar se essa estratégia se confirmará eficaz diante das projeções para 2026.
