Iraque: voto antecipado de forças de segurança e deslocados começou
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Votação antecipada para grupos específicos

No domingo, membros das forças de segurança iraquianas e pessoas deslocadas em campos de refugiados votaram antecipadamente. As eleições legislativas principais estão marcadas para terça-feira.

Estima-se que 1,3 milhões de elementos do exército e forças de segurança pudessem participar. Cerca de 26.000 pessoas deslocadas também tiveram essa oportunidade.

Essa etapa preparatória visa garantir a participação de grupos com dificuldades de locomoção ou em serviço no dia principal.

Contexto político e candidaturas

As eleições ajudarão a determinar se o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, conseguirá um segundo mandato.

Há 7.744 candidatos concorrendo aos cargos legislativos. A maioria pertence a partidos que defendem interesses sectários, refletindo divisões históricas na política local.

Deslocados yazidis em foco

Entre os que votaram antecipadamente, os yazidis exerceram seu direito em um campo perto de Dohuk. Essa região fica na área semi-autônoma curda do norte do Iraque.

Histórico de deslocamento

Muitos yazidis fugiram de suas casas há mais de uma década após ataques do grupo Estado Islâmico. O distrito de Sinjar, na província de Nínive, foi devastado.

Durante sua campanha terrorista, os militantes mataram e escravizaram milhares de yazidis. O grupo era considerado herege pelos extremistas.

Situação atual e escolhas eleitorais

Atualmente, muitos yazidis ainda não puderam regressar a casa. Disputas políticas e falta de infraestruturas são os principais obstáculos.

Essa situação prolongada influencia suas escolhas eleitorais. Edris Zozani, deslocado yazidi, votou no Partido Democrático Curdo (KDP).

O KDP é uma das duas principais agremiações curdas do país e tem influência em Dohuk.

Forças de segurança e milícias

Para as forças de segurança, a votação antecipada ocorreu em locais como Bagdade. Um miliciano afirmou: “Votei na lista que defende as Forças de Mobilização Popular”.

Interligação política e militar

Vários grupos armados que compõem essas forças têm partidos políticos associados. Eles participam das eleições, indicando conexão entre setores militares e políticos.

Desafios futuros

O destino das Forças de Mobilização Popular será uma questão complicada para o próximo parlamento. Há discussões sobre legislação para solidificar a relação entre militares e milícias.

Essa discussão reflete tensões mais amplas sobre a integração de grupos armados no estado iraquiano. É um tema sensível no período pós-conflito com o Estado Islâmico.

Contexto eleitoral e desafios

O dia das eleições está marcado para terça-feira. O processo envolve milhares de candidatos em disputa.

Divisões sectárias e inclusão

A predominância de partidos sectários entre os concorrentes sugere que divisões comunitárias continuarão a moldar o cenário político.

A participação de grupos como yazidis e forças de segurança evidencia esforços para incluir vozes marginalizadas.

Questões pendentes

O retorno dos deslocados e o papel das milícias permanecem como desafios para o próximo governo. A fonte não detalhou planos específicos.

A votação antecipada serve como termômetro para o engajamento eleitoral. Os resultados poderão influenciar a estabilidade regional.

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