Inundações no Nepal deixam dois portugueses desaparecidos
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As inundações devastadoras que atingiram o Nepal na quarta-feira deixaram um rastro de destruição, com estradas arruinadas, edifícios soterrados e um número ainda incerto de desaparecidos. Além disso, até a manhã de quinta-feira, as autoridades locais confirmaram três mortes, enquanto equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes. Ademais, entre os desaparecidos estão dois portugueses, conforme apurado por fontes diplomáticas.

Cenário de destruição no Nepal

Imagens de drone captadas após as inundações mostram estradas destruídas e edifícios soterrados por uma massa de água com a cor de cimento úmido. Dessa forma, o cenário reflete a força das cheias que atingiram o país na quarta-feira, pegando muitos moradores de surpresa. Consequentemente, as equipes de resgate enfrentam dificuldades para avançar em meio aos escombros e à lama.

Relato de morador local

Por exemplo, o residente Shoyam Rajbhandari descreveu a velocidade com que a enxurrada atingiu a região.

“Quando cheguei ao bazar de Dhunge, meia hora depois a enxurrada veio e destruiu todo o mercado. As pessoas estavam a preparar-se para ir para o trabalho nessa altura”, relatou. “Quantas pessoas estão desaparecidas ou morreram, não sabemos.”

Impacto no bazar de Dhunge

O bazar de Dhunge, onde o mercado funcionava, ficou completamente danificado. Além disso, as pessoas que estavam a caminho do trabalho tiveram de fugir apressadamente, e o número de desabrigados ainda é desconhecido. Consequentemente, a falta de informação precisa sobre o total de desaparecidos dificulta o planejamento das buscas.

Dois portugueses desaparecidos

Além dos relatos locais, a dimensão internacional do desastre ficou evidente com o desaparecimento de dois portugueses. Ademais, um cidadão desaparecido se soma a uma portuguesa que já era dada como desaparecida desde a véspera, conforme informações apuradas. Todavia, as autoridades portuguesas não detalharam as identidades nem as circunstâncias dos sumiços.

Informação não confirmada

A televisão pública portuguesa RTP, citando uma fonte diplomática, informou que a morte da mulher foi confirmada pelo marido. No entanto, a informação não foi corroborada pelas autoridades portuguesas, o que gera incerteza sobre o caso. Ademais, a mesma fonte não deu mais detalhes sobre a situação do outro cidadão.

Dessa forma, a indefinição em torno dos portugueses reflete a complexidade do trabalho de identificação das vítimas no Nepal. Enquanto isso, as famílias aguardam informações oficiais sobre o paradeiro dos dois desaparecidos. Assim sendo, a prioridade das equipes de resgate é localizar sobreviventes o mais rápido possível.

Australianos entre os desaparecidos

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Penny Wong, afirmou nesta quinta-feira que pelo menos 34 australianos estão desaparecidos. Ademais, segundo ela, os cidadãos integravam diferentes grupos de peregrinos e de turistas em trekking. A declaração foi feita a jornalistas em Adelaide, na Austrália.

Declaração de Penny Wong

“Percebemos que estes australianos integravam diferentes grupos de peregrinos e de turistas”, disse Wong. Ademais, a ministra salientou que o governo australiano ainda não sabe o paradeiro exato dessas pessoas. Em seguida, equipes consulares foram acionadas para auxiliar na localização dos cidadãos.

O desaparecimento de turistas estrangeiros evidencia o impacto das inundações em uma região muito visitada para trilhas e peregrinações. Por exemplo, muitos desses grupos estavam em áreas de difícil acesso, o que aumenta o risco e dificulta o resgate. Assim sendo, as autoridades australianas monitoram a situação de perto.

Coordenação humanitária em andamento

Apesar da gravidade da situação, o governo do Nepal ainda não havia pedido ajuda formal até o momento. No entanto, a Austrália já está coordenando com o Nepal, as Nações Unidas, a Cruz Vermelha e outras organizações uma resposta humanitária. Dessa forma, a informação foi acrescentada pela ministra Penny Wong durante o pronunciamento.

A mobilização internacional envolve esforços para localizar desaparecidos e prestar assistência às áreas atingidas. Todavia, a ministra não deu detalhes sobre o cronograma das operações, mas reafirmou o compromisso de apoiar os resgates. Em resumo, a atuação conjunta é vista como essencial para enfrentar a extensão do desastre.

Causa apontada por especialistas

Especialistas em clima do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas, sediado em Katmandu, afirmaram que uma avalanche de um glaciar teria sido a origem das inundações repentinas de quarta-feira. Ademais, a conclusão preliminar foi apresentada em um comunicado enviado por correio eletrônico. Sobretudo, os pesquisadores alertam para a velocidade excepcional do fenômeno.

Dados hidrológicos

“As observações hidrológicas indicam a velocidade excecional e a magnitude da onda de cheia”, destacaram os especialistas no documento. Ademais, eles assinalaram que, em um ponto do rio Trishuli, o nível da água subiu até 9 metros em apenas meia hora. Dessa forma, a medição impressiona e mostra o poder destrutivo das águas.

Os pesquisadores também acrescentaram que o rio Lhende Khola, afluente do Bhotekoshi, registrou a cheia máxima. Dessa forma, essa informação reforça a tese de que a avalanche de glaciar foi o gatilho para o evento. A análise dos dados hidrológicos continua em andamento para dimensionar os impactos.

Histórico de cheias na região

A região já havia sido atingida por inundações repentinas semelhantes em agosto do ano passado. Por exemplo, naquela ocasião, um lago glaciário no Tibete transbordou devido às temperaturas elevadas, provocando uma catástrofe. Dessa forma, o caso anterior serve de alerta para a recorrência desse tipo de desastre.

Naquele episódio, nove pessoas morreram e infraestruturas críticas, incluindo uma ponte que liga o Nepal à China, ficaram danificadas. Consequentemente, o impacto sobre a região foi significativo e exigiu obras de reconstrução. Contudo, agora, a situação voltou a se repetir com novas inundações e desaparecimentos.

O Nepal ainda não solicitou ajuda formal, mas a mobilização de organizações internacionais já está em curso. Ademais, as equipes de resgate trabalham para mitigar os danos e localizar os desaparecidos. Em resumo, a incerteza sobre o paradeiro de inúmeras pessoas, entre elas dois portugueses e dezenas de australianos, segue como o maior desafio humanitário do momento.

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