O Ibovespa encerrou a primeira semana de fevereiro com desempenho positivo, acompanhando o otimismo nos mercados internacionais. Na sexta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira registrou alta de 0,45%, chegando aos 182.949,78 pontos.
Paralelamente, o dólar à vista fechou as negociações a R$ 5,2204, com queda de 0,63% no dia. No acumulado da semana, o Ibovespa teve ganho de 0,87%, enquanto a moeda norte-americana acumulou baixa de 0,52% ante o real.
Revisão de projeções econômicas
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou suas projeções para os próximos anos. Os ajustes refletem uma avaliação atualizada dos cenários macroeconômicos.
Projeções para o PIB
- 2025: Previsão elevada de 2,2% para 2,3%
- 2026: Estimativa revisada para baixo, de 2,4% para 2,3%
Estimativa de inflação
Para 2026, a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi revisada para cima. A expectativa é de fechamento em 3,6%, contra 3,5% anteriormente.
Coordenação de políticas econômicas
O secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, destacou a importância da harmonia entre diferentes frentes de atuação do governo.
Segundo ele, a estabilização da dívida pública não será alcançada apenas pela gestão fiscal. Mello ressaltou que a melhora depende também da política monetária implementada pelo Banco Central.
A atuação integrada das políticas econômica, fiscal e monetária gerou efeitos positivos na inflação em 2025, conforme afirmou o secretário.
Resultados das principais empresas
Bradesco: lucro recorde com queda nas ações
As ações do Bradesco (BBDC4) fecharam em queda de 2,55%, cotadas a R$ 20,61. O movimento ocorreu mesmo com a divulgação de números robustos pela instituição financeira.
No quarto trimestre de 2025, o banco reportou:
- Lucro recorrente de R$ 6,5 bilhões
- Alta de 20,6% ante o mesmo período de 2024
- Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 15,2%
Para 2026, o Bradesco projeta:
- Crescimento da carteira de crédito de até 10,5%
- Lucro de R$ 27,5 bilhões (2,4% inferior à estimativa anterior)
Petrobras: leve recuo no pregão
As ações da Petrobras (PETR4) fecharam em terreno negativo, com queda de 0,95%, a R$ 36,65. O movimento ocorreu em um dia de ajustes para algumas das principais companhias do índice.
A performance da estatal petrolífera segue sendo monitorada de perto pelos investidores. Sua relevância para a composição do Ibovespa e para a economia nacional justifica a atenção constante.
Influência do cenário externo
O ambiente internacional contribuiu para o tom positivo observado na bolsa brasileira ao longo da semana. A fonte não detalhou especificamente os recordes em Wall Street mencionados no tema.
É comum que movimentos fortes nos mercados norte-americanos tenham reflexos em outras praças financeiras. A combinação entre dados domésticos e o cenário global ajudou a sustentar o ímpeto de alta.
Investidores buscaram oportunidades em meio às revisões de expectativas. Essa dinâmica entre fatores internos e externos continuará a pautar as negociações nas próximas sessões.
