A Huawei está empenhada em trazer ao Brasil um de seus smartwatches mais avançados na área da saúde: o Huawei Watch D3, que tem a capacidade de medir a pressão arterial e acompanhar os dados ao longo do dia. A empresa já trabalha para conseguir as aprovações necessárias junto aos órgãos reguladores brasileiros, incluindo a Anvisa. A informação foi confirmada por executivos da companhia, que destacaram o potencial do dispositivo para o mercado nacional.
Recursos de saúde em foco
A linha Watch D se diferencia dos smartwatches tradicionais por oferecer um sistema dedicado à aferição de pressão arterial. Em mercados nos quais os recursos estão disponíveis, o relógio pode acompanhar as variações ao longo do dia, inclusive antes e depois de exercícios. Essa funcionalidade coloca o dispositivo em uma categoria especial, que vai além do monitoramento de atividades físicas e notificações.
Por se tratar de uma função relacionada à saúde, porém, a disponibilidade depende das regras de cada mercado. Segundo Morales, a Huawei entende que as autoridades adotam uma análise mais rigorosa nesse tipo de dispositivo. A empresa, portanto, precisa demonstrar a segurança e a eficácia do produto antes de qualquer lançamento.
Processo regulatório em andamento
O executivo explicou ainda que a empresa tenta fornecer evidências para avançar no processo regulatório. A Huawei, contudo, não detalhou em qual estágio está esse trabalho no Brasil. A falta de informações específicas mantém em aberto o cronograma para uma eventual aprovação.
A discussão não se limita à fabricante chinesa. Morales destacou que outras empresas também trabalham para ampliar a presença de dispositivos com funções médicas na América Latina, enquanto cada país adota regras próprias para essa categoria. Para o executivo, a presença de mais fabricantes pode contribuir para que governos e órgãos reguladores compreendam melhor esses dispositivos e definam mecanismos adequados para autorizar sua entrada nos mercados.
Desafios e reconhecimento
Ainda assim, Morales reconheceu que o processo não é simples. “É um processo difícil, mas estamos trabalhando nisso”, completou. A declaração reflete a complexidade de introduzir tecnologias de saúde em um ambiente regulatório exigente.
Além de aferir a pressão, a Huawei aposta na possibilidade de usar os dados coletados pelo relógio para acompanhar pessoas próximas. Morales citou como exemplo familiares que moram sozinhos e podem precisar de atenção caso apresentem uma leitura elevada. Na avaliação do executivo, essa é uma das funções com maior potencial da linha Watch D, especialmente para pessoas que convivem com hipertensão.
Uso responsável dos dados
Morales afirmou que o acesso frequente a essas informações pode mudar a forma como o usuário acompanha sua condição. A proposta, porém, não é transformar o smartwatch em substituto de consultas, exames ou equipamentos médicos indicados por profissionais de saúde. Apesar dos recursos avançados, informações e alertas emitidos pelo dispositivo não devem ser interpretados automaticamente como um diagnóstico.
O próprio executivo fez essa ressalva ao explicar o papel dos algoritmos usados pela Huawei para analisar dados de saúde. A empresa enfatiza que o dispositivo é uma ferramenta de apoio, não um substituto para o acompanhamento médico tradicional.
Sem prazo para aprovação
Assim, a chegada de funções como as oferecidas pelo Watch D3 ao Brasil ainda depende da etapa regulatória. A Huawei confirma que trabalha para avançar nesse processo, mas não há prazo para aprovação da Anvisa nem garantia de lançamento do relógio no mercado brasileiro. Os consumidores interessados terão de aguardar os desdobramentos regulatórios.
A geração passada do Huawei Watch D2 já passou pelos testes aqui no Canaltech, e se destacou como uma ótima opção para monitorar pressão arterial de forma independente. Esse histórico pode indicar o potencial do novo modelo, caso seja aprovado.
Fonte
- canaltech.com.br
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