Unidades públicas recebem reconhecimento de excelência
O Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Carvalho e a UPA Vila Santa Catarina, duas unidades da Prefeitura de São Paulo gerenciadas pelo Hospital Israelita Albert Einstein, alcançaram um importante marco na qualidade assistencial. Ambas foram reacreditadas com o Nível 3 da Organização Nacional de Acreditação (ONA), um selo que atesta a excelência em seus serviços.
Essa conquista reflete um trabalho contínuo de aprimoramento nos padrões de atendimento à população. O Hospital Municipal Gilson de Cássia Marques de Carvalho foi reconhecido, neste ano, pela manutenção dos padrões de qualidade.
Já a UPA Vila Santa Catarina obteve a reacreditação após três anos do primeiro reconhecimento, demonstrando consistência em seu desempenho. Esses resultados evidenciam a aplicação de metodologias robustas de gestão nas unidades de saúde pública.
Essa trajetória de melhoria contínua fortalece a confiança dos usuários no sistema. A seguir, entenda o que significa essa certificação e seus requisitos.
O que representa a Acreditação com Excelência
A certificação Nível 3 da ONA é conhecida como Acreditação com Excelência. Esse reconhecimento indica que as unidades de saúde atendem aos rigorosos padrões de qualidade e segurança exigidos pelas normas mais altas do setor.
Além disso, a Acreditação com Excelência reconhece que as unidades promovem uma sólida cultura de melhoria contínua e gestão integrada. Essa cultura organizacional é fundamental para garantir que os processos sejam constantemente revisados e otimizados.
Os benefícios se estendem desde a administração interna até o cuidado direto com os pacientes. A busca pela excelência, portanto, não é um ponto de chegada, mas um caminho permanente.
Critérios para alcançar o nível máximo
Compreender os critérios para alcançar esse nível ajuda a dimensionar o esforço das instituições. Veja a seguir quais são os requisitos específicos.
Os rigorosos critérios para a conquista
Para alcançar o Nível 3 da ONA é necessário atingir em 90% ou mais os padrões de qualidade e segurança além dos requisitos core. Isso significa que a maior parte dos processos assistenciais deve superar as expectativas básicas, assegurando um atendimento de alto padrão.
Paralelamente, é preciso superar em 80% ou mais os padrões de gestão integrada. A gestão integrada envolve a coordenação eficiente entre diferentes setores e profissionais, garantindo que o paciente receba um cuidado coordenado.
Outro requisito essencial é alcançar 80% ou mais os padrões ONA de Excelência em Gestão, que abrangem aspectos administrativos e estratégicos. Por fim, as unidades devem demonstrar a cultura organizacional de melhoria contínua de forma consistente.
Esses múltiplos critérios mostram que a certificação avalia a instituição de maneira holística. A combinação de excelência assistencial e gerencial é, portanto, o cerne do reconhecimento.
Impacto na gestão da saúde pública
A reacreditação das duas unidades reforça o modelo de gestão compartilhada entre o poder público e instituições de referência. O Hospital Israelita Albert Einstein, ao gerenciar essas unidades, aplica conhecimentos e práticas que elevam a qualidade do serviço oferecido à população.
Esse tipo de parceria pode servir como exemplo para outras iniciativas no sistema de saúde. A manutenção do Nível 3 exige um compromisso constante com a avaliação e o aprimoramento.
Para os pacientes, isso se traduz em maior segurança, eficiência e confiança nos cuidados recebidos. A cultura de melhoria contínua, por sua vez, assegura que os avanços conquistados sejam sustentados ao longo do tempo.
Assim, a conquista vai além de um selo ou certificado; representa um ciclo virtuoso de desenvolvimento institucional. O foco permanente na excelência beneficia diretamente a sociedade, que conta com serviços de saúde mais qualificados.
