A Squadra Investimentos conseguiu eleger três indicados ao conselho de administração da Hapvida (HAPV3) na eleição realizada nesta quinta-feira (30). Todos os nomes propostos pela gestora garantiram assento no colegiado, que será ampliado de nove para dez integrantes.

Quem são os novos conselheiros

O trio eleito é composto por:

  • Tania Sztamfater Chocolat – conselheira na Equatorial (EQTL3) e Totvs (TOTV3), e vice-presidente do conselho da Emae (EMAE3).
  • Bruno Magalhães e Silva – ex-analista sênior e sócio da Squadra.
  • Eduardo Parente Menezes – presidente do conselho da Equatorial (EQTL3) e conselheiro na Yduqs (YDUQ3), onde também foi CEO.

Mudanças na composição do conselho

Com a eleição, Carlos Piani e José Galló deixarão seus assentos. O colegiado passará a ter dez membros, ampliando a representatividade.

Pressão por mudanças na gestão

No início do mês, a gestora divulgou uma carta pública pedindo mudanças no conselho de administração. A Squadra classifica a situação como “uma das maiores destruições de valor da história do mercado de capitais brasileiro”.

Desde o IPO da Hapvida, em abril de 2018, a ação acumula queda de 83%, enquanto o Ibovespa subiu mais de 100% no mesmo período.

Críticas à administração

Na visão da gestora, a queda drástica é consequência de decisões estratégicas, operacionais, de alocação de capital e de governança equivocadas. A Squadra pediu mudanças relevantes, focando especialmente no Conselho de Administração.

As críticas incluem as diversas fusões e aquisições dos últimos anos, que causaram diluição relevante na participação dos acionistas. As integrações foram mal executadas.

Impacto financeiro

Desde a combinação com a NotreDame Intermédica há quatro anos, o valor de mercado encolheu em dezenas de bilhões. A carta afirma que não foram capturadas, nem de perto, as sinergias anunciadas ao mercado à época da transação.

Outra consequência foi o aumento do endividamento da empresa, que afeta sua operação financeira. As debêntures precisam ser emitidas com spreads consideráveis, de CDI + 9%, e a companhia gastou R$ 384 milhões do caixa na recompra de ações.

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