EUA responsáveis por ataque a escola iraniana, diz inquérito
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O ataque mortal em Minab

Em 28 de fevereiro, um ataque com mísseis atingiu uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. O incidente resultou em 165 mortes, incluindo muitas crianças.

Este evento trágico rapidamente se tornou um dos pontos centrais do conflito iniciado por ataques israelo-americanos contra o Irã. As imagens mostram devastação no local, afetando famílias e comunidades.

Como o alvo foi definido

Dados desatualizados

O inquérito preliminar indica que os militares americanos bombardeavam uma base iraniana adjacente à escola. As coordenadas do alvo usaram dados desatualizados, o que pode ter causado o erro fatal.

Mudanças não atualizadas

Imagens de satélite mostram que o edifício da escola fazia parte do complexo militar até cerca de 2017. Naquele ano, um novo muro separou a escola do complexo, e uma torre de vigia foi removida.

Essas mudanças físicas não foram atualizadas nos sistemas de inteligência, segundo o inquérito.

Evidências que apontam para os EUA

Míssil Tomahawk

Várias fontes sugerem a responsabilidade americana:

  • Imagens de satélite
  • Análises de peritos
  • Um funcionário dos EUA
  • Informações públicas das forças armadas norte-americanas

Na segunda-feira após o incidente, novas imagens mostraram um míssil de cruzeiro Tomahawk, de fabricação americana, atingindo o complexo.

Capacidade tecnológica

O Irã não possui mísseis Tomahawk, conforme confirmado por especialistas. Esta falta de capacidade reforçou as suspeitas sobre forças externas.

A reação inicial de Donald Trump

O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu inicialmente que o Irã era o responsável. Ele disse aos repórteres: “Não tenho conhecimento disso”.

Posteriormente, o ex-presidente afirmou que poderia “viver com” o que a investigação revelasse. Estas declarações contrastaram com as evidências emergentes.

Investigação em andamento

Pedidos de informações

As conclusões preliminares suscitaram pedidos de mais informações ao Pentágono. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que “a investigação ainda está a decorrer”.

Identificação da escola

A escola atingida estava claramente identificada como tal nos mapas online. Ela possui um site acessível com informações sobre alunos, professores e administradores.

As paredes ao redor do edifício tinham murais coloridos, principalmente azul e rosa. Estas características a distinguiam como espaço educacional.

O impacto do erro

O bombardeamento da escola e as mortes de crianças tornaram-se um ponto central da guerra entre Estados Unidos e Irã. O uso de dados desatualizados revela vulnerabilidades nos sistemas de inteligência.

Este caso serve como alerta sobre a precisão necessária em conflitos armados. A investigação continua, e mais detalhes devem esclarecer as circunstâncias completas.

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