Dólar sobe a R$ 5,35 com política monetária em foco
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O dólar iniciou a semana e o mês de novembro com valorização frente ao real, fechando a sessão desta segunda-feira (1º) em alta. A moeda norte-americana foi negociada a R$ 5,3593, com ganho de 0,46%.

O movimento ocorreu em um dia marcado por ajustes técnicos e pela atenção do mercado às políticas monetárias de grandes economias. No exterior, o câmbio foi pressionado pela expectativa de corte nos juros dos Estados Unidos e por sinais de aumento das taxas no Japão.

Esse cenário criou volatilidade para moedas emergentes como o real.

Análise do movimento do câmbio no Brasil

O dólar ganhou força ante o real em um movimento que os analistas classificam como de ajuste e realização de lucros com divisas emergentes. Esse comportamento ocorreu em meio a dois fatores principais:

  • Alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries)
  • Perspectiva de aumento da taxa de juros no Japão

Por volta das 17h, horário de Brasília, o DXY (indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais) operava com leve baixa de 0,05%, aos 99.402 pontos.

Esse dado sugere que a pressão sobre o real veio mais de fatores específicos do mercado local e de ajustes em carteiras internacionais.

Posicionamento do Banco Central do Brasil

Recado firme de Gabriel Galípolo

Os investidores concentraram as atenções em novas declarações do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo. Em evento promovido pela XP, em São Paulo, Galípolo manteve o recado firme.

A taxa Selic deve permanecer em 15% ao ano enquanto não houver sinais claros de melhora no cenário inflacionário. Ele reforçou que não há mudanças em relação à sua declaração da última quinta-feira (27).

Impacto nas expectativas do mercado

Naquela ocasião, Galípolo afirmou que a política monetária vem surtindo efeito no cenário macroeconômico, mas de forma mais lenta do que o desejado.

Diante desse posicionamento, a probabilidade de manutenção dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) teve uma leve alta:

  • Última sexta-feira: 13,6%
  • Esta segunda-feira: 14,6%

Cenário internacional e política monetária global

Expectativas sobre o Banco do Japão

O movimento do dólar nesta segunda-feira teve a política monetária global como pano de fundo. Mais cedo, o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse que considerará “os prós e contras” de aumentar a taxa de juros na próxima decisão, em dezembro.

Ueda fez essa declaração em discurso para líderes empresariais na cidade de Nagoya, no Japão. Ele acrescentou que o Banco do Japão está no estágio em que deve examinar se o comportamento ativo de definição de salários pelas empresas continuará.

Esse fator é fundamental para saber quando aumentará a taxa de juros.

Mudança nas probabilidades do mercado

Após os comentários, o mercado passou a precificar cerca de 80% de chance do banco central japonês elevar os juros na próxima reunião – prevista para os dias 18 e 19. Na semana passada, essa probabilidade era de 60%.

Perspectivas para os próximos dias

Com a atenção voltada para os bancos centrais, o mercado financeiro deve seguir sensível a qualquer nova declaração de autoridades monetárias.

A expectativa de corte nos juros dos Estados Unidos, combinada com a possibilidade de alta no Japão, cria um ambiente de incerteza. Esse cenário tende a beneficiar o dólar frente a moedas de economias emergentes, como o real.

Cenário brasileiro

No Brasil, o discurso firme de Galípolo sinaliza que a taxa básica de juros deve se manter elevada por mais tempo. Em tese, isso poderia atrair investimentos estrangeiros e conter pressões sobre o câmbio.

No entanto, a combinação de fatores externos e ajustes técnicos ainda pode gerar volatilidade nos próximos pregões. A fonte não detalhou prazos específicos para possíveis mudanças.

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