O Brasil registrou, entre agosto de 2025 e julho de 2026, a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia desde que a série histórica começou, em 2016. É o maior recuo em dez anos, segundo os dados oficiais. O resultado, no entanto, não se repetiu com a mesma intensidade no Cerrado, que também apresentou queda, porém em proporção menor.
Amazônia registra melhor índice da década
Na Amazônia, o Mato Grosso foi o estado com maior redução, com queda de 49% na área sob alerta. Amazonas aparece em seguida, com recuo de 46,7%, e Rondônia registrou queda de 41,2%. Roraima, por sua vez, destoou ao apresentar aumento de 32,5%.
Desempenho por estado
- Mato Grosso: queda de 49%
- Amazonas: recuo de 46,7%
- Rondônia: queda de 41,2%
- Roraima: aumento de 32,5%
Os alertas na Amazônia, portanto, tiveram comportamento heterogêneo. Enquanto Mato Grosso, Amazonas e Rondônia puxaram a queda, Roraima registrou avanço. Esse contraste evidencia que as políticas de combate ao desmate precisam considerar as particularidades locais. A fonte não detalhou os motivos que levaram Roraima a registrar aumento na Amazônia.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
Cerrado recua, mas em ritmo menor
No Cerrado, a área sob alerta chegou a 5.119,46 km², o que representa uma redução de 7,8% em relação ao período anterior. O índice é inferior ao registrado na Amazônia, indicando que o bioma segue um ritmo de queda mais lento.
Desempenho por estado
- Piauí: maior retração, com 51,2%
- Bahia: recuo de 27%
- Minas Gerais: aumento mais expressivo, com alta de 72,5%
A fonte não detalhou as causas da alta de 72,5% em Minas Gerais.
Lula e o contexto internacional
O presidente Lula afirmou que os números indicam que é possível atingir a meta se o país mantiver o ritmo atual, com seriedade e recursos necessários. Ele disse ainda que gostaria de enviar uma foto dos dados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, Lula criticou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a quem chamou de “anti-latinoamericano”. A fonte não detalhou quando Lula pretende enviar uma foto a Trump.
Impacto climático positivo
O Observatório do Clima celebrou os resultados da queda do desmatamento. Para a entidade, os dados comprovam que o Brasil achou a fórmula para controlar a destruição da floresta tropical. Segundo cálculos do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a redução do desmate evitou o lançamento de 2,238 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (GtCO2e) na atmosfera.
Essa quantidade corresponde ao total bruto emitido pelo Brasil em um ano, um indicador da dimensão do ganho ambiental. Em comunicado, o OC afirma que o desempenho posiciona o país como uma das nações que mais reduziram emissões no mundo nos últimos quatro anos. A entidade, contudo, acompanha com atenção o que ocorre no Legislativo.
Riscos no Congresso
O Observatório do Clima alerta para iniciativas no Congresso que podem colocar em risco a agenda ambiental. Entre elas estão projetos que buscam flexibilizar o Código Florestal e reduzir a proteção de Unidades de Conservação. Essas propostas, se avançarem, poderiam comprometer os ganhos obtidos com a queda do desmatamento. A fonte não detalhou quais desses projetos estão em tramitação prioritária.
Um exemplo recente desse movimento foi a aprovação pelo Senado de um projeto que transforma uma parte da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, no Pará, em Área de Proteção Ambiental (APA). A APA é uma categoria com regras menos rígidas, que permite a regularização fundiária e atividades econômicas como pecuária e mineração. A decisão ilustra as tensões entre preservação e desenvolvimento na região. A fonte não detalhou a área exata da Flona do Jamanxim que será transformada em APA.
Os números divulgados consolidam um cenário de avanço no controle do desmatamento, mas também evidenciam pontos de atenção. A falta de detalhes sobre alguns aumentos regionais e sobre os próximos passos do Legislativo deixa lacunas para o acompanhamento. A fonte não detalhou as projeções para os ciclos futuros. Os dados mais recentes, porém, ficam como referência para avaliar as próximas políticas.
Fonte
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