Cozinha hospitalar como ativo estratégico na agenda ESG da Saúde
Crédito: www.saudebusiness.com
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A cozinha hospitalar, tradicionalmente vista como serviço de apoio, ganha novo papel estratégico nas instituições de saúde. Esse movimento se alinha à crescente adoção de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) no setor.

No Brasil, a Rede Santa Catarina exemplifica essa tendência. A instituição vincula sua operação de nutrição ao programa ASG+E, que incorpora também a dimensão espiritual.

O que é o programa ASG+E da Rede Santa Catarina

O programa ASG+E (Ambiental, Social, Governança + Espiritualidade) serve como guia para as ações institucionais. Seu foco está em pilares como:

  • Ética
  • Segurança
  • Sustentabilidade
  • Cuidado integral

Ele orienta decisões e práticas que vão além do atendimento clínico tradicional. O objetivo é criar impacto positivo mais amplo, considerando o bem-estar de pacientes, colaboradores e meio ambiente.

Selo Green Kitchen: sustentabilidade em prática

Certificação que materializa princípios ESG

O Selo Green Kitchen dialoga diretamente com o programa ASG+E da rede. Ele representa a aplicação prática dos princípios de sustentabilidade dentro da cozinha hospitalar.

Segundo Camila Patrício, gerente de Responsabilidade Social e ESG da Rede Santa Catarina, essa certificação ajuda a materializar na operação princípios que muitas vezes ficam restritos ao discurso.

Impacto direto na saúde e meio ambiente

Trata-se de sustentabilidade aplicada, com impacto direto na saúde das pessoas e na relação do setor com o meio ambiente. A conquista está associada a processo contínuo de qualificação da assistência e atenção aos impactos ambientais.

Liderança e implementação prática

Coordenação da área de Nutrição

A coordenação é liderada por Regina Stikan Carrijo, que está à frente da implementação dessas práticas. Seu trabalho envolve traduzir as diretrizes do ASG+E em ações concretas dentro da cozinha.

Ações específicas implementadas

Isso inclui desde a seleção de fornecedores até o manejo de resíduos e a qualidade nutricional das refeições. A ideia é que cada etapa do processo reflita o compromisso com sustentabilidade e cuidado integral.

Impacto além da alimentação

Influência na cadeia de suprimentos

A integração da cozinha hospitalar à agenda ESG gera impactos que vão além do prato do paciente. Ela influencia a cadeia de suprimentos, incentivando práticas agrícolas mais sustentáveis.

Redução de desperdício e otimização de recursos

Além disso, reduz o desperdício de alimentos e otimiza o uso de recursos naturais, como água e energia. Também promove ambiente de trabalho mais saudável e ético para os colaboradores da área.

Materializando princípios na operação

Mecanismo para tornar ESG tangível

Camila Patrício destaca que a certificação é mecanismo para tornar os princípios ESG tangíveis. Sem iniciativas como o Selo Green Kitchen, conceitos como sustentabilidade podem permanecer abstratos.

Incorporação à rotina operacional

A aplicação prática garante que eles sejam incorporados à rotina operacional da cozinha. Isso inclui monitoramento de métricas, treinamento de equipes e revisão constante de processos.

Processo contínuo de evolução

Jornada de melhoria contínua

A obtenção do selo não é ponto final, mas parte de jornada de melhoria contínua. A Rede Santa Catarina enxerga essa conquista como resultado de esforço persistente para qualificar a assistência.

Adaptação e capacitação constantes

Esse processo envolve adaptação a novas tecnologias, capacitação de profissionais e revisão de protocolos. A atenção aos impactos ambientais permanece prioridade em constante evolução.

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