A Copa do Mundo de 2026 está para começar, e o varejo brasileiro se movimenta para aproveitar o período de consumo aquecido. Mesmo em um cenário macroeconômico desfavorável, empresas como Magazine Luiza (MGLU3), Centauro (SBFG3) e Americanas (AMER3) ajustam suas estratégias para lucrar com o evento.
Impacto estrutural no consumo
O BTG Pactual avalia que a Copa do Mundo deve funcionar como um fato estrutural que impulsiona o comportamento do consumidor. Um estudo da Scanntech aponta um envolvimento de 95% dos brasileiros com o futebol, ainda que apenas durante a Copa do Mundo a cada quatro anos. A conexão emocional com o evento cria picos de consumo previsíveis atrelados aos dias dos jogos, diz o banco em relatório.
Em 2026, a inflação é de cerca de 4,1% contra 5,8% em 2022, o que alivia o poder de compra. Por outro lado, a taxa de juros está mais elevada em 2026, além de maior incerteza global. Apesar disso, 65% dos brasileiros planejam assistir aos jogos de casa, o que favorece a venda de eletrônicos e itens de conveniência.
Magalu e Casas Bahia focam em TVs
O Safra aponta Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) como bem posicionadas para se beneficiar do aumento das vendas de televisores e linha branca. Fernando Valente Canina, diretor comercial de tecnologia do Magazine Luiza, afirmou que o torneio mundial é um grande catalisador de todo o ecossistema – hoje composto por Magalu, Netshoes, KaBuM!, Época Cosméticos e Estante Virtual. A demanda está acelerada principalmente pelas “Big Telas”, que são os modelos maiores que 65 polegadas. O mês de maio já mostrou vendas expressivas tanto no e-commerce quanto na loja física. O Magazine Luiza antecipa e forma estoques adicionais, além de reforçar a estrutura logística, com foco em entregas especializadas, como o caso dos televisores.
Centauro e Netshoes na torcida
A Netshoes é apontada como uma das empresas mais favorecidas nas vendas de camisas da seleção brasileira e de produtos temáticos. Os problemas na cadeia de suprimentos da Nike deixaram de ser uma preocupação em 2026, diferentemente de 2022. Claudia Paoli, diretora de marketing, marcas próprias e licenciados da Centauro, destaca que a Copa do Mundo estimula o engajamento dos consumidores e impulsiona categorias relacionadas ao futebol. Os produtos que mais se destacam são as camisas da Seleção Brasileira, tanto a amarela quanto a azul, a bola oficial da competição e os produtos da linha exclusiva de licenciados da CBF.
Americanas aposta em conveniência
A Americanas observa o consumidor mais racional financeiramente, mas ainda preservando momentos de celebração coletiva durante o torneio mundial. Há picos de compra nas horas que antecedem as partidas, especialmente nas categorias de conveniência, como snacks e bebidas. A Copa de 2026 tem 39 dias de duração, versus 29 dias no Qatar em 2022, o que amplia a janela de oportunidades para o varejo.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
- Siga no Youtube (www.youtube.com)
- Receba as recomendações de investimento mais atualizadas diretamente em seu What (emprc.us)
- IBOVESPA AO VIVO: OpenAI prepara IPO histórico e encontro Brasil-EUA entra no ra (www.youtube.com)
- Fundo imobiliário pode pagar dividendo extraordinário de até R$ 1,80 por cota; v (moneytimes.com.br)
- IPCA + 9,84%: Títulos de renda fixa para colocar na carteira em junho, segundo o (moneytimes.com.br)
