China volta ao radar de Wall Street com onda da IA
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O mercado acionário chinês recupera a atenção dos grandes fundos internacionais. O impulso vem da onda global de inteligência artificial e da atratividade de preços.

Após anos de cautela, investidores de Wall Street revisitaram a segunda maior economia do mundo. Eles são atraídos por empresas de ponta em setores como chips e robótica, mesmo com desafios macroeconômicos.

A mudança ocorre em um momento de postura mais pró-negócios das autoridades de Pequim. No entanto, os estímulos anunciados ficaram aquém das expectativas do mercado.

Ansiedades que ainda persistem

Muitos investidores ativos não superaram anos de ansiedade. As preocupações incluem o desaquecimento econômico e as investidas regulatórias de Pequim contra setores privados.

Esse histórico recente criou um ambiente de cautela que perdura. Apesar da mudança de tom das autoridades, as medidas de estímulo implementadas ficaram aquém das expectativas.

A combinação de fatores mantém um grau de incerteza entre os gestores internacionais. O movimento de reativação da economia chinesa, aguardado por muitos, ainda não se materializou de forma consistente.

Falta de impulso econômico robusto

Segundo Andrew Swan, chefe de ações da Ásia (ex-Japão) no MAN Group, por “forças de reativação”, o gestor se refere ao impulso que viria de uma melhora mais firme da atividade econômica.

A ausência desse movimento mais robusto é um dos elementos que seguram um otimismo mais amplo. A próxima etapa do rali da China, portanto, deverá ser impulsionada pelos fundos globais.

Esses fundos começam a realocar recursos com base em novas teses de investimento.

Otimismo ancorado em tecnologia e preços

A tese otimista para as ações chinesas se apoia em dois pilares principais:

  • Entusiasmo tecnológico: Nova geração de gigantes de tecnologia em chips, biofármacos e robótica.
  • Superação da pressão deflacionária: Esperança de que a segunda maior economia do mundo finalmente supere essa pressão sobre seus indicadores.

O entusiasmo com inteligência artificial provocou fortes altas em empresas como Cambricon Technologies e Alibaba. Isso demonstra o apetite por papéis ligados a essa tendência.

Setores em recuperação e avaliação atrativa

Setores que ficaram para trás neste ano, especialmente o de consumo, também podem estar prestes a se recuperar. Isso amplia as oportunidades de investimento.

Investidores destacam que as ações chinesas continuam baratas em relação a concorrentes globais. Essa atratividade aumenta seu apelo.

Atratividade numérica e projeções

Para ilustrar a avaliação atrativa, observe os múltiplos de lucro projetado:

  • MSCI China: Negocia a 12 vezes o lucro projetado.
  • MSCI Asia: Negocia a 15 vezes o lucro projetado.
  • S&P 500 americano: Chega a 22 vezes o lucro projetado.

Essa disparidade significa que os investidores pagam, em média, 12 reais por cada 1 real de lucro que as empresas chinesas devem gerar no próximo ano. Trata-se de um múltiplo consideravelmente mais baixo.

Gestores atentos às oportunidades

Essa descontração atrai gestores em busca de valor. Entre eles estão George Efstathopoulos, gestor da Fidelity International em Cingapura, e Florian Neto, chefe de investimentos na Ásia da Amundi.

Ambos monitoram de perto essas oportunidades no mercado chinês.

Divergência nas projeções dos bancos

As projeções dos bancos de investimento refletem um cenário de ganhos moderados:

  • Nomura: Projeta alta de cerca de 9% para o MSCI China a partir dos níveis atuais.
  • Morgan Stanley: Espera ganhos mais contidos, ao redor de 6%.

Essa divergência mostra que, embora haja consenso sobre a direção positiva, o ritmo e a magnitude da recuperação ainda são alvo de debate entre os analistas.

O caminho à frente para os investidores

O retorno da China ao radar de Wall Street não é unânime nem desprovido de riscos. A combinação entre o entusiasmo setorial com inteligência artificial e a avaliação atrativa das ações cria um argumento convincente para parte dos fundos.

No entanto, duas condições importantes permanecem para um rali mais sustentado:

  1. Materialização de uma recuperação econômica mais ampla.
  2. Superação das pressões deflacionárias.

Postura regulatória e resultados concretos

A postura das autoridades reguladoras, que se tornou mais favorável aos negócios, precisa ser acompanhada por resultados concretos. Isso é necessário para dissipar as ansiedades remanescentes entre os investidores.

Enquanto isso, os investidores globais parecem dispostos a dar uma segunda chance ao mercado chinês. Eles apostam que suas empresas de tecnologia e seus preços baixos podem oferecer retornos interessantes nos próximos ciclos.

O desafio será equilibrar esse potencial com os riscos macroeconômicos e regulatórios que ainda pairam sobre o país.

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