BTG prevê cortes de até 3 pontos na Selic em 2026, mas risco fiscal
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O BTG Pactual projeta um corte de até 3 pontos percentuais na taxa básica de juros em 2026, mas alerta que o risco fiscal e o cenário eleitoral limitam o otimismo.

A avaliação foi apresentada pelo estrategista-chefe Tiago Berriel durante a CEO Conference 2026, nesta terça-feira (10), em um painel mediado pela sócia Stefanie Birman.

O cenário surge após o Comitê de Política Monetária (Copom) manter a Selic em 15% ao ano e indicar que o ciclo de afrouxamento monetário pode começar em março.

Projeções do BTG para a Selic em 2026

Tiago Berriel, sócio e estrategista-chefe do BTG Pactual, apresentou o cenário-base da instituição para a trajetória dos juros.

Segundo ele, a projeção aponta para:

  • Corte total de 3 pontos percentuais na taxa básica de juros em 2026
  • Redução acumulada de até 4,5 pontos percentuais na taxa básica de juros

Essas projeções foram discutidas durante um painel na CEO Conference 2026, que contou com a mediação de Stefanie Birman, também sócia e estrategista do BTG Pactual.

As previsões do BTG surgem em um momento de expectativa por cortes na Selic, após o Copom sinalizar o início do ciclo de afrouxamento.

Incertezas do ano eleitoral de 2026

Volatilidade histórica

Tiago Berriel destacou que a incerteza é elevada porque o país atravessa um ano eleitoral. Historicamente, um ano eleitoral aumenta a volatilidade, o que torna muito difícil prever a trajetória dos juros este ano.

O estrategista-chefe afirmou que nunca se teve, em ano eleitoral, uma perspectiva de ciclo tão grande de cortes na taxa básica.

Complexidade da previsão

Essa avaliação reflete a complexidade de prever a política monetária em um período marcado por eleições. A volatilidade típica desses momentos pode influenciar decisões do Copom, criando um ambiente de cautela.

Condições para aceleração dos cortes na Selic

Tiago Berriel vê espaço para uma aceleração maior no ritmo de cortes se as eleições de outubro ocorrerem sem grandes surpresas.

No entanto, ele ressalta que essa aceleração depende de três fatores principais:

  1. Ausência de uma política fiscal mais expansionista
  2. Ausência de novidades na linha de aumento de gastos
  3. Indicadores de atividade sem surpresas fortes

O estrategista afirmou que, a preço de hoje, isso significa que não vai ter uma política fiscal muito mais expansionista, nem eventos cambiais extremos.

Essas condições são vistas como essenciais para sustentar um ciclo de cortes mais agressivo.

Risco fiscal como limitador do otimismo

Relacionamento com a política monetária

A aceleração dos cortes na Selic, segundo Tiago Berriel, está diretamente ligada ao cenário fiscal. O estrategista ressalta que a ausência de uma política fiscal mais expansionista é um dos pilares para a redução mais rápida dos juros.

Essa preocupação ganha relevância em um ano eleitoral, onde decisões sobre gastos públicos podem impactar a inflação e, consequentemente, a política monetária.

Medidas recentes do governo

Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, blindou a autonomia do Banco Central e descartou aumento de impostos para 2026 em ano eleitoral.

Essa medida busca garantir estabilidade, mas a avaliação do BTG sugere que o risco fiscal continua a ser um limitador para otimismo mais amplo.

Próximos passos do Copom e estratégia gradual

Tiago Berriel afirmou que as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária serão decisivas para o ciclo de cortes.

Segundo ele, se corta os primeiros 100 pontos base (bps) e tem tempo para aprender um pouco mais sobre essa incerteza. Essa abordagem gradual permitiria ao Copom avaliar os impactos das eleições e do cenário fiscal antes de avançar com reduções mais significativas.

O Copom já indicou que o ciclo de afrouxamento monetário pode começar em março, mantendo a Selic em 15% ao ano na última decisão.

As reuniões futuras serão cruciais para confirmar se as condições para cortes mais acelerados, mencionadas por Berriel, de fato se materializam.

Contexto da análise do BTG Pactual

Evento e participantes

A avaliação de Tiago Berriel foi feita durante um painel na CEO Conference 2026, um evento que reúne especialistas para discutir tendências econômicas.

Além de Berriel, o BTG Pactual conta com outros economistas de destaque, como Mansueto Almeida, sócio e economista-chefe da instituição. A mediação do painel ficou a cargo de Stefanie Birman, reforçando o papel da equipe do banco na análise do cenário.

Visão estratégica do banco

As projeções apresentadas refletem a visão do BTG em um momento de transição para a política monetária.

Enquanto o cenário-base aponta para cortes significativos, as ressalvas sobre risco fiscal e volatilidade eleitoral mostram que o caminho até lá não será linear.

Dessa forma, investidores e o mercado devem acompanhar de perto os desdobramentos das próximas reuniões do Copom e os indicadores econômicos.

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