O banco BTG Pactual analisou o setor de petróleo e gás e apontou a Prio como sua ação preferida, enquanto rebaixou a recomendação para a Petrobras. A instituição financeira vê um espaço limitado para a valorização do petróleo no curto prazo, com destaque para empresas específicas que apresentam trajetórias mais claras de desempenho e retorno aos acionistas.
Prio é a escolha principal do BTG no setor
A instituição aponta a Prio (PRIO3) como Top Pick no setor. Os analistas destacam a forte execução operacional da companhia, que tem se mostrado eficiente em seus projetos.
Além disso, a geração de fluxo de caixa livre da Prio é um ponto positivo citado pelo banco. A desalavancagem da empresa também é vista com bons olhos, indicando uma saúde financeira em melhora.
Por fim, o potencial de distribuição aos acionistas da Prio completa o conjunto de fatores que a tornam a preferida do BTG no segmento. Essa combinação de elementos sugere uma trajetória sólida para os próximos trimestres.
Perspectivas operacionais para a Prio
Os analistas citam o primeiro óleo de Wahoo no primeiro trimestre de 2026 como um marco importante. A expectativa é de que a produção atinja cerca de 40 mil barris por dia em março ou abril do próximo ano.
Paralelamente, a otimização da operação da Peregrino está em curso. Esses desenvolvimentos devem contribuir para a continuidade da geração de caixa.
Os analistas falam em um dividend yield de cerca de 11%, reforçando o apelo da ação para investidores em busca de renda. A fase atual parece consolidar os ganhos operacionais já alcançados.
Brava mantém recomendação de compra
Os analistas mantêm recomendação de compra para a Brava (BRAV3). A decisão é apoiada pela melhora da estabilidade operacional observada recentemente.
Outro fator positivo é a trajetória de desalavancagem que a empresa vem seguindo. Esses elementos indicam um cenário de recuperação e fortalecimento para a Brava.
Apesar dos desafios do setor, a companhia parece estar no caminho certo para superá-los. O próximo passo será acompanhar a materialização dessas melhorias em resultados financeiros.
Cautela com a PetroReconcavo
A PetroReconcavo (RECV3) é vista com mais cautela pelo BTG. A prudência se deve à ausência de catalisadores claros que possam impulsionar a ação no mercado.
Além disso, há baixa visibilidade sobre ganhos operacionais futuros. Essa combinação de fatores torna o cenário para a empresa menos previsível.
Sem elementos novos para estimular o otimismo, os analistas preferem adotar uma postura mais conservadora. A situação demanda atenção aos próximos comunicados da gestão.
Petrobras é rebaixada para neutra
Para a Petrobras (PETR4), o descompasso entre a política de dividendos e a geração de caixa deve persistir. Essa divergência limita o potencial de valorização das ações da estatal no curto prazo, na avaliação do BTG.
Diante desse cenário, o banco rebaixou a recomendação para a Petrobras para neutra. O banco fixou preço-alvo de US$ 15 para a Petrobras.
Apesar da mudança na recomendação de curto prazo, a Petrobras opera sob uma estratégia de longo prazo considerada crível e alinhada aos acionistas minoritários. A visão para o futuro mais distante permanece positiva, mesmo com os obstáculos imediatos.
O que esperar do setor de petróleo e gás
O panorama traçado pelo BTG Pactual mostra um setor em transformação, com oportunidades seletivas. Enquanto algumas empresas se destacam por sua execução e perspectivas, outras enfrentam desafios mais imediatos.
A análise sugere que os investidores devem focar em companhias com fundamentos sólidos e visibilidade operacional. A Prio emerge como a principal recomendação, seguida pela Brava.
Já a Petrobras e a PetroReconcavo demandam mais cautela no momento atual. O próximo passo será acompanhar como essas trajetórias se desenvolvem diante das condições do mercado de petróleo.
