Copa do Mundo de US$ 13 bilhões: FIFA transforma torneio em máquina de dinheiro
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A Copa do Mundo de 2026 promete ser a maior da história em escala e alcance, e também a mais lucrativa. A FIFA projeta uma receita de cerca de US$ 13 bilhões, um salto de mais de 70% em relação aos US$ 7,57 bilhões arrecadados na edição de 2022, no Catar. O torneio, que começa em 11 de junho, será disputado em 16 cidades da América do Norte, especialmente nos Estados Unidos, mas também no México e no Canadá.

Expansão impulsiona receitas

Pela primeira vez, a Copa do Mundo contará com 48 seleções, ante 32 em edições anteriores. Isso elevou o número de partidas de 64 para 104, ampliando significativamente a oferta de conteúdo para transmissão e a venda de ingressos. A receita global de direitos de transmissão deve chegar a cerca de US$ 4,3 bilhões, contra US$ 3,4 bilhões em 2022. Já a receita com ingressos deve mais que triplicar, atingindo aproximadamente US$ 3 bilhões.

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Patrocínios em alta

O diretor comercial da FIFA, Romy Gai, destacou o crescimento dos patrocínios. A receita com patrocínios deve crescer mais de 55%, passando de US$ 1,8 bilhão em 2022 para cerca de US$ 2,8 bilhões em 2026. Entre as empresas americanas patrocinadoras estão Visa, Coca-Cola, McDonald’s, Bank of America e Home Depot. Estima-se que contratos globais de patrocínio de longo prazo custem mais de US$ 100 milhões cada. Frank Cooper, diretor de marketing da Visa, e Manuel Arroyo, diretor de marketing da Coca-Cola, estão entre os executivos envolvidos. A Airbnb é patrocinadora regional e fornecedora oficial de hospedagem da Copa.

Comparação com Super Bowl

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, comparou a magnitude do evento: a Copa de 2026 será como “104 Super Bowls em pouco mais de um mês”. A edição de 2022, no Catar, teve final entre Argentina e França, protagonizada por Lionel Messi e Kylian Mbappé. Sunil Gulati, professor de economia da Universidade Columbia e ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, analisa o impacto econômico do torneio. John Shea, CEO da agência de marketing esportivo Octagon, também comentou sobre o potencial comercial.

Estrutura do torneio

Os jogos serão disputados em 16 cidades: 11 nos Estados Unidos, três no México e duas no Canadá. A fonte não detalhou a lista exata de cidades. A expansão para 48 seleções e 104 partidas exige uma logística complexa, mas a FIFA espera que o aumento de receitas compense os custos adicionais. A projeção de US$ 13 bilhões reflete a confiança da entidade no potencial do mercado norte-americano.

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