BC mantém postura firme sobre Selic
Nilton José David, diretor de Política Monetária do Banco Central, afirmou que a instituição não terá problemas em elevar novamente a Selic se necessário. Ele reiterou a manutenção da taxa básica em 15% por período prolongado.
Flexibilidade na política monetária
David destacou que, se houver alteração de curso, o BC não terá problemas em subir ou ajustar a taxa. Essa flexibilidade demonstra atenção constante aos indicadores econômicos.
Ciclo diferente e incertezas
O diretor afirmou que o ciclo atual de política monetária difere de outros, com nível de incerteza bastante maior. Isso requer condução mais restritiva, segundo suas declarações.
Inflação como foco central
O objetivo do período prolongado de estabilidade é trazer a inflação à meta. David explicou que esse trade-off decorre de não ter ido além dos 15%.
Meta de inflação e situação atual
O centro da meta contínua do BC é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. David afirmou que a inflação está razoavelmente contida, mas acima do intervalo de tolerância.
Justificativa para taxa elevada
A situação inflacionária justifica a manutenção da Selic em patamar elevado. O diretor lembrou que o Brasil passou por quatro anos de crescimento econômico robusto, além do esperado.
Cenário econômico e perspectivas
O crescimento além do esperado contribuiu para o cenário atual. David afirmou que a atividade ainda está acima do potencial, mantendo pressão inflacionária.
Expectativa de moderação
O BC espera moderação neste ritmo de expansão. O cenário prospectivo é de arrefecimento do crescimento, visto como suficiente para trazer a inflação à meta.
Estratégia do Banco Central
A combinação entre política monetária restritiva e moderação da atividade forma a base da estratégia. David manteve postura de vigilância constante sobre os indicadores.
