Balanço das usinas no 2T26: RAIZ4, SMTO3, JALL3
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Resultados chegam em meio a quedas nas ações

As empresas do setor sucroenergético São Martinho, Jalles Machado e Raízen divulgam seus balanços do segundo trimestre da safra 2025/2026 entre 10 e 14 de novembro. O momento é desafiador, com quedas superiores a 40% nas ações desde janeiro.

A Jalles Machado registrou a maior desvalorização: 68,37% no período. Esses movimentos refletem as incertezas do mercado sobre o desempenho do setor, que enfrenta pressões em diversas frentes.

Os investidores aguardam os comunicados com atenção. A sequência começa com a São Martinho, seguida por Jalles e Raízen.

Perspectivas para a São Martinho (SMTO3)

Divulgação e recomendações

A São Martinho apresenta resultados na segunda-feira, 10 de novembro. A XP tem recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 13,90.

Projeções de lucro

A instituição projeta lucro líquido de R$ 89 milhões para o trimestre. Essa estimativa representa queda de 52% em comparação com o mesmo período da safra anterior.

Os números servirão como termômetro inicial para o setor. Em seguida, a atenção se volta para a Jalles Machado.

Expectativas sobre a Jalles Machado (JALL3)

Divulgação e posicionamento

A Jalles Machado divulga balanço em 11 de novembro. A XP tem recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 9,50.

Projeções financeiras

Analistas esperam prejuízo de R$ 5 milhões para o trimestre. Quanto à receita líquida:

  • Analistas: R$ 640 milhões
  • Consenso do mercado: R$ 696 milhões

Os resultados ajudarão a esclarecer se as expectativas de receita se confirmam. Na sequência, é a vez da Raízen.

Projeções para a Raízen (RAIZ4)

Divulgação e recomendações

A Raízen encerra a rodada em 14 de novembro. A XP tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 2,40.

Estimativas financeiras

A instituição espera prejuízo de R$ 427 milhões para o período. Projeções de receita líquida:

  • XP: R$ 59 bilhões
  • Consenso do mercado: R$ 63 bilhões

Há expectativa de margem de Ebitda ajustado de R$ 167,1 por metro cúbico no segmento de Mobilidade Brasil. Esses números mostram a escala da empresa, mesmo em trimestre deficitário.

Cenário setorial e expectativas de recuperação

Melhora na moagem

Analistas projetam recuperação na moagem após primeiro trimestre desafiador. A expectativa baseia-se em fatores como condições climáticas mais favoráveis ou ajustes operacionais.

Mudança no mix produtivo

Espera-se que o mix das companhias se mova mais para o etanol. Essa transição pode influenciar positivamente as margens, refletindo adaptações às demandas de mercado.

Os balanços trarão clareza sobre a efetividade dessas medidas. Agora, é aguardar os números oficiais.

Aguardando os números finais

Com datas definidas, o mercado aguarda resultados concretos. As projeções indicam trimestre misto:

  • Possíveis prejuízos e quedas nos lucros
  • Expectativas de recuperação na moagem
  • Mudanças no mix produtivo

Investidores avaliarão se as ações descontam os piores cenários. Recomendações das corretoras oferecem guia, mas números reais trarão confirmação.

O setor busca equilíbrio entre produção, custos e demanda. Os próximos dias serão decisivos para entender a trajetória no curto prazo.

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