Armênia: Pashinyan busca aliviar tensão com Rússia e reafirma soberania antes de votação
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O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, adotou um tom conciliatório em relação à Rússia e à União Econômica Eurasiática (EAEU), ao mesmo tempo em que reafirma a soberania do país sobre seu futuro geopolítico. Em declarações recentes, Pashinyan indicou que Erevan continuará a trabalhar no âmbito da EAEU até que uma escolha entre a União Europeia e o bloco eurasiático se torne inevitável. A fala ocorre em meio a ameaças do Kremlin de cortar fornecimentos cruciais de petróleo e gás russos à Armênia.

Pashinyan busca equilíbrio entre UE e EAEU

Pashinyan procurou baixar a tensão com a Rússia e com a EAEU ao dizer que Erevan “vai continuar a trabalhar na União Económica Eurasiática até ao momento em que uma escolha entre a UE e a EAEU se torne inevitável”. O premiê acrescentou que o futuro da Armênia é uma questão soberana e que a “decisão deve, naturalmente, ser tomada pelo povo da Armênia em referendo”. No entanto, ele sublinhou que, neste momento, a perspetiva de adesão da Armênia à UE é “teórica”.

Pashinyan afirmou: “Enquanto a Armênia não tiver apresentado oficialmente um pedido de adesão à UE, ou não estiver muito perto de obter o estatuto de candidata, a realização de qualquer referendo não faria sentido”. Ele acrescentou: “Submeter a referendo uma escolha meramente teórica não é, naturalmente, muito sensato nem justificado”.

Relações com Rússia em transformação

O chefe do governo acrescentou que “as relações com a Rússia estão numa fase de transformação”, mas que considera esse processo “positivo” e que os laços entre a Armênia e a Rússia continuam “abertos e sinceros, e não deixámos zonas obscuras nessa relação”. Pashinyan disse: “Por isso, continuaremos a trabalhar com calma e de forma estável, sem disputas, no quadro da União Económica Eurasiática, e estou convencido de que ainda temos margem nesta direção, que iremos aproveitar num futuro próximo”.

Pressão russa e resposta armênia

O Kremlin ameaçou cortar fornecimentos cruciais de petróleo e gás russos à Armênia. Em resposta, Pashinyan prometeu indenizações estatais aos agricultores armênios afetados pelos embargos russos. O primeiro-ministro armênio explicou: “Se não tivermos relações com a Turquia, essa balança fica vazia, e uma balança vazia cria riscos graves e instabilidade”.

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