Argentina: Fitch mantém alerta de calote apesar de cenário
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Risco de calote mantido pela Fitch

A Argentina voltou aos holofotes internacionais após as eleições de meio de mandato em 26 de outubro. Javier Milei é o presidente do país.

A Fitch manteve a classificação ‘CCC+’ para a dívida soberana argentina em relatório publicado na sexta-feira (31). Essa avaliação indica capacidade de pagamento muito baixa e risco real de calote.

Além disso, ‘CCC+’ equivale a um grau de crédito especulativo. Em maio, a Fitch elevou o grau de crédito da Argentina de CCC para CCC+. Diante disso, o cenário econômico permanece desafiador.

Contexto político e eleitoral recente

Vitória de Milei nas eleições

A vitória nas eleições legislativas deu fôlego a Milei. O presidente ganhou posições tanto na Câmara quanto no Senado argentinos.

Esse resultado ocorreu após as eleições de meio de mandato em 26 de outubro. Por outro lado, a situação fiscal do país continua sob pressão.

Impacto na classificação de crédito

A Fitch reiterou o risco elevado de inadimplência. Assim, os avanços políticos não foram suficientes para alterar a perspectiva de crédito.

Empréstimos dos Estados Unidos

Valor e modalidades

Donald Trump é presidente dos Estados Unidos. Ele garantiu dois empréstimos que totalizaram US$ 40 bilhões para ajudar a compor as reservas argentinas.

Os empréstimos foram um via swap cambial e outro voltado à compra de dívida da Argentina. Do total de US$ 40 bilhões, as reservas ‘líquidas’ representam cerca de US$ 20 bilhões.

Composição das reservas

As reservas líquidas estão distribuídas em ouro e um empréstimo via swap com a China. No entanto, o empréstimo via swap cambial com o governo dos EUA tem valor de US$ 20 bilhões e termos pouco claros.

Esses recursos, porém, não eliminaram as preocupações com a solvência.

Impacto nas reservas e liquidez

Composição atual

As reservas líquidas da Argentina somam aproximadamente US$ 20 bilhões. Elas estão compostas por ouro e um empréstimo via swap com a China.

O empréstimo via swap cambial com os EUA contribui com US$ 20 bilhões. Contudo, os termos desse acordo não são totalmente transparentes.

Reflexos na classificação

Em contraste, a classificação CCC+ reflete incertezas sobre a capacidade de honrar compromissos. A Fitch destaca que o risco de calote permanece alto.

Portanto, a disponibilidade de recursos não garante estabilidade financeira.

Perspectivas e desafios futuros

Manutenção do risco especulativo

A manutenção da classificação CCC+ pela Fitch sinaliza continuidade do risco especulativo. Em maio, houve uma elevação de CCC para CCC+, mas o patamar ainda é baixo.

A vitória eleitoral de Milei trouxe algum alívio político. Mesmo assim, a dívida soberana enfrenta sérias ameaças.

Limitações dos empréstimos

Os empréstimos dos EUA, embora volumosos, têm limitações em seus termos. As reservas líquidas, de cerca de US$ 20 bilhões, não são suficientes para afastar o perigo de default.

Dessa forma, a Argentina segue em situação delicada, com necessidade de medidas adicionais.

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