Uma advogada foi presa sob suspeita de planejar o assassinato do próprio marido para receber um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. O crime ocorreu no dia 30 de abril, quando Aurélio, dono de um laboratório, foi morto dentro da própria residência. A prisão preventiva foi decretada após a polícia reunir indícios que apontam para uma ação premeditada e brutal.
Execução marcada por violência extrema
De acordo com o delegado Patrick Carniel, responsável pelo caso, Aurélio foi morto no dia 30 de abril. O corpo foi localizado abandonado em uma estrada de difícil acesso, na zona rural do município, dias depois. A vítima foi executada com pauladas no rosto e um tiro de espingarda, conforme apontou a investigação.
A Polícia Científica identificou 26 perfurações no corpo, sendo a maioria causada por arma do tipo espingarda. O laudo pericial revela a violência empregada no homicídio, indicando uma ação premeditada e com claro intuito de eliminar a vítima. A quantidade de ferimentos sugere que os agressores buscaram garantir a morte de Aurélio, sem chance de sobrevivência.
O corpo foi transportado até a zona rural em um carro alugado, cujo contrato estava em nome da própria vítima. O veículo também foi abandonado, mas em outro local igualmente ermo, dificultando a localização e a associação imediata entre os dois pontos. A escolha de áreas remotas demonstra planejamento para retardar a descoberta do crime e a identificação dos autores.
Esses elementos, somados à brutalidade da execução, reforçam a tese de que o crime não foi um ato impulsivo, mas sim uma ação cuidadosamente orquestrada.
Sedativo veterinário e saída estratégica
Segundo o delegado, antes de ser morto, Aurélio recebeu uma substância de uso veterinário com propriedades sedativas. O objetivo, conforme a polícia, era deixá-lo vulnerável durante o crime, reduzindo sua capacidade de reação. A administração do sedativo indica que os executores tiveram acesso prévio à vítima, possivelmente com a colaboração de alguém próximo.
Pouco tempo depois, a esposa deixou a casa com a filha de 13 anos — fruto de outro relacionamento — para levá-la ao hospital. Enquanto se deslocava para a unidade de saúde, os homens entraram na residência e mataram Aurélio. A saída da mulher no momento exato do crime é apontada pela investigação como parte da estratégia para garantir a ausência de testemunhas e facilitar a ação dos comparsas.
A coincidência entre a saída da esposa e a entrada dos assassinos sugere um sincronismo que dificilmente seria aleatório. A investigação trata esse deslocamento como uma janela de oportunidade criada deliberadamente.
Pesquisas na internet e seguro milionário
De acordo com o delegado, fatos anteriores ao crime apontam para uma ação planejada pela esposa. Entre eles, pesquisas realizadas por ela na internet relacionadas a efeitos de plantas tóxicas e venenos. O histórico de buscas revela um interesse prévio em métodos letais, compatível com a intenção de eliminar o marido sem levantar suspeitas imediatas.
A sequência de eventos — pesquisas sobre venenos, contratação de seguro milionário, adoção da enteada e a execução brutal — forma um conjunto probatório que sustenta a prisão preventiva. A polícia não detalhou se a advogada chegou a receber qualquer valor do seguro, mas a condição de única beneficiária é central para a acusação.
O seguro de vida de R$ 1 milhão, contratado em nome da vítima, teria como única beneficiária a esposa. Esse dado, aliado às pesquisas sobre substâncias letais, reforça a hipótese de motivação financeira para o crime.
Investigação em andamento
Até o momento, a polícia não divulgou o nome completo da advogada nem detalhes sobre a prisão. O caso segue sob sigilo, e novas informações podem ser reveladas conforme o andamento do inquérito. A defesa da suspeita ainda não se manifestou publicamente.
A brutalidade do crime e a complexidade da trama chamam a atenção para a frieza com que o assassinato teria sido planejado. A comunidade local aguarda respostas sobre a participação de terceiros e o desfecho do processo judicial.
