Mais de 700 funcionários da Covalen, empresa contratada pela Meta em Dublin, na Irlanda, foram informados na última terça-feira (28) de que seus empregos estão em risco. A justificativa enviada por e-mail foi genérica: “redução de demanda e requisitos operacionais”, segundo documentos obtidos pela WIRED. A situação reflete um movimento mais amplo de automação na empresa.
Treinamento da IA para substituição
Um funcionário anônimo da Covalen disse à WIRED: “É essencialmente treinar a IA para tomar nossos empregos”. A Meta afirmou que, nos próximos anos, implantará sistemas de IA mais avançados para substituir a abordagem atual de moderação de conteúdo e reduzirá a dependência de fornecedores terceirizados.
O trabalho dos anotadores
Os anotadores criam prompts elaborados para tentar contornar barreiras de segurança dos modelos, testando respostas a conteúdos como material de abuso sexual infantil ou descrições de suicídio. Bennett descreveu o trabalho como pesado.
Histórico de demissões na Covalen
Em novembro do ano passado, a Covalen já havia anunciado cerca de 400 demissões, movimento que culminou em uma greve dos trabalhadores. Com as duas rodadas somadas, o número de funcionários da empresa em Dublin está a caminho de ser quase reduzido à metade, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Comunicações (CWU).
Os trabalhadores enfrentam um período de “resfriamento” de seis meses, durante o qual não podem se candidatar a vagas em outras empresas contratadas pela Meta.
Cortes globais na Meta em 2026
Na semana passada, a Meta anunciou o corte de 10% de sua força de trabalho global — cerca de 8 mil pessoas —, além de encerrar 6 mil vagas abertas. É a terceira rodada de demissões da Meta apenas em 2026.
Demissões anteriores em 2026
Em janeiro, mais de mil postos foram cortados no Reality Labs. Em março, outros 700 funcionários foram desligados. A empresa não detalhou os impactos futuros dessas demissões.
Fonte
- canaltech.com.br
- WhatsApp (canalte.ch)
