Recuperação após dois meses de queda
Após dois meses consecutivos de queda, a confiança do comércio no Brasil apresentou melhora em abril, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) subiu, revertendo as perdas de fevereiro e março. A FGV não detalhou os fatores específicos que impulsionaram a alta, mas o resultado sinaliza um alívio no ânimo dos empresários do setor. Ainda assim, a confiança permanece em patamar inferior ao observado no início do ano.
A recuperação ocorre em um contexto de desafios econômicos, como inflação e juros elevados, que afetam o consumo das famílias. A fonte não detalhou os números exatos do índice, mas a tendência de alta interrompe a trajetória negativa.
Segmentos mostram comportamentos distintos
O ICOM segmentado por tipo de consumo, em médias móveis trimestrais, mostra que a reversão observada no final de 2025 não se sustentou no primeiro trimestre de 2026. Isso indica que a recuperação anterior perdeu força, e os diferentes segmentos reagiram de forma heterogênea.
Bens duráveis e não duráveis
O segmento de bens duráveis, que havia liderado a recuperação no período anterior, apresentou leve recuo no início de 2026, ainda permanecendo no patamar mais elevado entre as categorias. Já os bens não duráveis, que haviam reagido de forma mais intensa no fim de 2025, também perderam dinamismo no primeiro trimestre, devolvendo parte dos ganhos recentes.
Esses movimentos sugerem que a confiança do comércio ainda não encontrou uma base sólida, com oscilações entre os segmentos. A FGV não forneceu projeções para os próximos meses, mas os dados indicam que a recuperação pode ser gradual.
Contexto econômico mais amplo
Enquanto o comércio mostra melhora, outros setores da economia enfrentam dificuldades. A confiança da indústria do Brasil cai em abril por incertezas com guerra, diz FGV. Já a confiança de serviços no Brasil cai em abril ao menor nível desde agosto, segundo a mesma instituição.
Esses dados contrastam com o desempenho do comércio, que conseguiu reverter a tendência de queda. A fonte não estabeleceu relação direta entre os indicadores, mas o cenário geral é de instabilidade, com impactos diferenciados entre os setores.
A melhora na confiança do comércio em abril, embora positiva, ocorre em um ambiente de incertezas, com riscos geopolíticos e desafios domésticos. A FGV não comentou se a tendência de alta pode se manter nos próximos meses.
