Hezbollah diz que Israel matou 8 membros no Líbano
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O grupo libanês Hezbollah informou que ataques aéreos israelitas no leste do Líbano, na noite de sexta-feira, resultaram na morte de oito dos seus membros. Entre as vítimas estavam vários responsáveis locais.

Israel confirmou no sábado que as ações visaram membros do Hezbollah. Este incidente ocorre em meio a ataques quase diários de Israel ao Líbano, apesar de um cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024.

Detalhes do ataque e alvos militares

Os ataques aéreos israelitas tiveram como alvo uma área perto da aldeia de Rayak, no nordeste do Líbano. Conforme relatos, o ataque destruiu o último andar de um complexo de três andares, que era um edifício residencial.

Narrativas divergentes sobre os objetivos

O Hezbollah afirma que a ação visou “centros de comando” na zona de Baalbek, uma região estratégica no leste do país. As Forças de Defesa de Israel disseram, em um post na rede social X, que os membros visados estavam:

  • Operando para acelerar a prontidão e os processos de acumulação de forças
  • Planejando ataques de fogo contra Israel
  • Avançando com ataques terroristas

As autoridades israelitas também afirmaram que as ações dos membros visados constituem uma violação dos acordos entre Israel e o Líbano. Essa divergência de narrativas reflete a complexidade do conflito na região.

Vítimas e comandantes identificados

Um oficial do Hezbollah disse que três dos mortos eram comandantes locais. Eles foram identificados como:

  • Ali al-Moussawi
  • Mohammed al-Moussawi
  • Hussein Yaghi

Histórico familiar e perdas significativas

Hussein Yaghi era filho de Mohammed Yaghi, um proeminente funcionário do Hezbollah e um dos seus fundadores, que morreu em 2023. Mohammed Yaghi era, por sua vez, um assessor próximo do falecido líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah.

Essas mortes destacam a perda de figuras-chave dentro do Hezbollah. A identificação dos comandantes sugere que os ataques israelitas visaram especificamente líderes operacionais. A fonte não detalhou os papéis exatos dos outros cinco membros mortos.

Impacto humanitário e vítimas civis

O Ministério da Saúde do Líbano afirmou no sábado que os ataques israelitas no leste do Líbano mataram 10 pessoas. Entre as vítimas estavam três crianças.

Feridos e nacionalidades das vítimas

Os ataques feriram duas dúzias de outras pessoas, segundo a mesma fonte. Um médico do Hospital Rayak corroborou esses números, dizendo que:

  • Receberam os corpos de 10 pessoas
  • Estavam tratando 21 pessoas que tinham sofrido ferimentos

O médico também revelou que dois dos mortos nos ataques não eram libaneses: um homem sírio e uma mulher etíope. Adicionalmente, oito dos feridos eram cidadãos estrangeiros, incluindo cinco sírios e três etíopes.

Esses dados indicam que o impacto humanitário vai além das fronteiras libanesas. A tragédia reforça os riscos para civis em meio aos confrontos militares.

Contexto do conflito e cessar-fogo

Os ataques israelitas ao Líbano têm ocorrido quase diariamente. Isso acontece apesar de estar em vigor um cessar-fogo desde novembro de 2024.

Violações do acordo e justificativas

Este incidente recente ilustra as violações frequentes do acordo, que visa reduzir as hostilidades na fronteira entre os dois países. As Forças de Defesa de Israel justificam suas ações como respostas a:

  • Ameaças terroristas
  • Violações de acordos

O Hezbollah alega que os ataques visam seus centros de comando. A morte de Hassan Nasrallah em setembro de 2024, em um ataque aéreo israelita, já havia elevado as tensões.

Este novo episódio pode intensificar ainda mais o conflito. A situação permanece volátil, com ambos os lados mantendo posturas firmes.

Repercussões e próximos passos

Israel confirmou, no sábado, que os seus ataques “eliminaram” membros do Hezbollah. A fonte não forneceu detalhes adicionais sobre os alvos ou o número exato de mortos.

Denúncias e impacto humanitário

O Hezbollah continua a denunciar os ataques como agressões diretas a sua infraestrutura. O Ministério da Saúde do Líbano e médicos locais têm sido as principais fontes de informação sobre o impacto humanitário.

Com o cessar-fogo de novembro de 2024 sendo frequentemente violado, a comunidade internacional pode pressionar por uma reavaliação do acordo. A fonte não detalhou planos específicos de negociação ou mediação.

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