Por que a Microsoft Store nunca superou o Steam
Crédito: canaltech.com.br
Crédito: <a href="https://canaltech.com.br/games/ux-ruim-e-arquivos-bloqueados-por-que-a-microsoft-store-nunca-venceu-o-steam/" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">canaltech.com.br</a>

A Microsoft Store travou uma batalha de anos para conquistar o público gamer, mas nunca superou a preferência consolidada pelo Steam. A loja da Valve permanece no topo do mercado até hoje.

A concorrente enfrentou obstáculos técnicos e de experiência do usuário que limitaram sua adoção. Este cenário levou a Microsoft a disponibilizar seus títulos mais recentes também no Steam.

As origens da estratégia da Microsoft

A ideia de popularizar a Microsoft Store surgiu na geração do Windows 8, com migração para o Windows 10 já prevista. A empresa buscava criar um ecossistema unificado para seus dispositivos.

Essa visão encontrou resistência desde o início, especialmente entre jogadores acostumados com a liberdade oferecida por outras lojas. A transição pretendia modernizar a experiência, mas acabou introduzindo barreiras.

A imposição do formato UWP

Universal Windows Platform vs. Win32

Um ponto central foi a imposição do formato Universal Windows Platform (UWP) em vez do tradicional .exe. A Microsoft defendia que o UWP permitiria que um jogo rodasse em PCs, Xbox, tablets e HoloLens.

Por outro lado, o UWP ganhou forte oposição ao Win32, o padrão estabelecido há décadas. Essa resistência não foi apenas técnica, mas também cultural entre usuários e desenvolvedores.

Limitações técnicas e bloqueios

Problemas com overlays e input lag

As restrições do UWP impactaram diretamente a experiência. Softwares como MSI Afterburner, OBS, Fraps ou Discord eram impedidos de apresentar overlays, ferramentas essenciais para monitoramento.

Além disso, o formato bloqueava comandos de códigos externos, limitando a personalização. No Windows, jogar em tela cheia usava “Janela sem bordas”, causando problemas de input lag e latência.

A Microsoft corrigiu posteriormente o problema de input lag e latência, mas a má impressão inicial já havia se espalhado.

O bloqueio de arquivos e mods

Restrições de acesso vs. liberdade no Steam

Outro obstáculo foi o tratamento dado aos arquivos dos jogos. A pasta WindowsApps era protegida e criptografada, acessível apenas por permissões de sistema.

Sem abrir a pasta, era impossível usar mods, uma prática muito popular entre jogadores de PC. Em contraste, no Steam, o usuário poderia clicar com o botão direito e selecionar “abrir local do arquivo”.

Essa diferença fundamental destacou uma divergência sobre o controle que o usuário deveria ter.

Problemas recorrentes de experiência

Além das limitações estruturais, a Microsoft Store enfrentou falhas operacionais. Uma falha recorrente era a falha de download, mas o espaço no disco continuava ocupado.

Esses incidentes reforçaram a imagem de uma plataforma instável. A correção de alguns pontos veio tarde demais para mudar a percepção consolidada.

O legado e a realidade atual

A Microsoft Store tentou manter seu público gamer por anos, mas o Steam possui preferência entre jogadores de PC. Em resposta, a Microsoft disponibiliza seus títulos lançados nos últimos anos também no Steam.

Essa decisão reflete um pragmatismo diante de um mercado onde a experiência do usuário e a acessibilidade são determinantes. A batalha mostrou que liberdade técnica e confiabilidade são cruciais.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
2 + 2 =


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários