Trump barra ponte para pressionar Canadá e evitar acordo com China
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (9) que impedirá a abertura de uma importante ponte fronteiriça com o Canadá. A medida é apresentada como uma forma de pressionar Ottawa por compensações comerciais que, segundo ele, são devidas aos EUA há décadas.

O anúncio foi feito no mesmo momento em que Trump declarou o início imediato de novas negociações com o país vizinho.

O bloqueio da Ponte Gordie Howe

A infraestrutura em questão é a Ponte Gordie Howe, que faz a ligação entre a província canadense de Ontário e o estado americano de Michigan.

Em declarações divulgadas em sua rede social, o presidente foi categórico: “Eu não permitirei que esta ponte seja aberta até que os Estados Unidos sejam totalmente compensados por tudo o que lhes demos”.

Trump não detalhou o valor ou a natureza exata dessa compensação, limitando-se a afirmar que os EUA devem ser recompensados comercialmente.

Tom de confronto direto

O mandatário americano escreveu que o Canadá deve tratar os Estados Unidos com a Justiça e o Respeito que merecem. Em seguida, ampliou a crítica: “Como todos sabem, o Canadá tem tratado os Estados Unidos de maneira muito injusta por décadas”.

Para ele, porém, a situação está se revertendo. “Agora, as coisas estão mudando para os EUA, e RÁPIDO!”, completou.

As queixas comerciais históricas

Entre as reclamações de longa data citadas por Trump estão as tarifas que o Canadá cobra por produtos lácteos americanos. O presidente as descreveu como “inaceitáveis” por muitos anos.

Segundo sua avaliação, essas tarifas colocam agricultores do país em grande risco financeiro. A fonte não detalhou números ou exemplos específicos sobre o impacto econômico alegado.

Estratégia de pressão

A estratégia de usar a ponte como moeda de troca surge no momento em que Trump disse que irá começar as negociações com o Canadá “imediatamente”.

A ponte, portanto, parece funcionar como uma ferramenta de pressão para forçar concessões na mesa de discussões. A tática reflete o estilo de barganha agressiva que marcou a política comercial do governo Trump.

A crítica ao acordo com a China

O cenário de tensão com o Canadá ganha uma camada adicional com as críticas de Trump a um recente acordo fechado entre Ottawa e Pequim.

O presidente americano não poupou palavras ao comentar o entendimento, fazendo uma previsão peculiar sobre suas consequências. “A primeira coisa que a China fará é terminar TODO o hóquei no gelo sendo jogado no Canadá”, afirmou.

Declarações sobre a Stanley Cup

Em seguida, Trump foi além e afirmou que a China eliminará permanentemente a Stanley Cup, o troféu máximo da liga profissional de hóquei no gelo da América do Norte.

As declarações, feitas de forma categórica, não foram acompanhadas de explicações sobre o mecanismo pelo qual a China realizaria tal ação ou sobre a relação direta com o acordo comercial.

A fonte não detalhou o conteúdo do acordo entre Canadá e China que motivou a reação.

O diálogo paralelo com Pequim

Enquanto critica o entendimento canadense com os chineses, os Estados Unidos mantêm seu próprio canal de comunicação com Pequim.

O Secretário do Tesouro Scott Bessent afirmou que funcionários seniores do Tesouro visitaram a China na semana passada. O objetivo da visita, segundo ele, foi fortalecer os canais de comunicação e promover o diálogo entre as duas nações.

Preparações para reuniões de alto nível

Bessent escreveu em rede social que, durante a visita, as equipes discutiram os preparativos para a próxima reunião de alto nível sobre o comércio entre os EUA e a China.

O encontro será entre ele próprio e o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng. Segundo o secretário, os EUA aguardam com expectativa a continuidade do diálogo construtivo entre ambas as partes e a manutenção do ímpeto positivo nas próximas semanas.

Bessent também mencionou “nosso próximo encontro presencial”, sem fornecer data.

Visita presidencial à China

Além disso, está prevista uma reunião de cúpula entre os líderes das duas maiores economias do mundo. Trump deve visitar Pequim e se reunir com o líder chinês, Xi Jinping, no começo de abril.

A agenda de discussões para essa visita não foi divulgada, mas ocorre em um momento de múltiplas frentes na política comercial americana.

Um jogo de pressão em várias frentes

As ações anunciadas por Trump nesta segunda-feira pintam um quadro de pressão comercial simultânea.

  • De um lado, o bloqueio de uma obra de infraestrutura crucial é usado como alavanca contra o Canadá, um parceiro histórico do NAFTA.
  • Do outro, as críticas ao acordo de Ottawa com Pequim parecem buscar isolar o Canadá ou desencorajar parcerias que possam diminuir a influência americana.

Paralelamente, os EUA mantêm um diálogo ativo com a própria China, preparando reuniões de alto nível e uma visita presidencial.

A estratégia parece ser a de negociar de forma dura com ambos, usando diferentes tipos de pressão conforme a relação. O desfecho dessa abordagem, no entanto, ainda está por ser visto, dependendo das respostas de Ottawa e Pequim nas próximas semanas.

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