Ativos digitais valem mais que físicos em hospitais
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O valor de mercado de um hospital está cada vez menos atrelado aos seus prédios e equipamentos. Segundo Guilherme S. Hummel, Head Mentor do EMI (eHealth Mentor Institute), a governança sobre dados e sistemas tornou-se o novo fator crítico para o valuation dessas instituições.

Essa mudança reflete uma transformação profunda no setor da saúde. A tecnologia define hoje a eficiência operacional e a experiência do paciente.

O paciente além da internação

Ter um paciente internado no hospital já não garante, sozinho, um incremento de valuation. O cenário atual exige muito mais do que a simples ocupação de um leito.

Experiência diagnóstica e continuidade do cuidado

O indivíduo precisa ter uma experiência diagnóstica assertiva e rápida. Também requer um plano terapêutico que possa ser acompanhado remotamente e uma continuidade de cuidado que vá muito além da doença circunstancial.

Em outras palavras, o valor gerado se estende por todo o ciclo de saúde do paciente. Nada disso é possível sem uma malha de ativos digitais inteligentes e confiáveis, que conectem informações e permitam ações coordenadas.

Portanto, a capacidade de oferecer esse ecossistema integrado se tornou um diferencial competitivo essencial.

A nova governança do valor

Aqueles “Conselhos de Administração”, que historicamente aprovam as “obras do hospital”, devem perceber que o ‘brilho’ do valuation está migrando para a governança digital.

Integração entre decisões físicas e digitais

A decisão de investir em um novo prédio ou aparelho de imagem, por exemplo, não pode mais ser dissociada da estratégia tecnológica que sustentará seu uso. Erros e atrasos nas decisões que envolvem os ativos digitais vão desvalorizar qualquer outro ativo da cadeia hospitalar.

Um equipamento de última geração, sem integração adequada aos sistemas de prontuário, perde grande parte de sua utilidade. Consequentemente, perde também seu retorno financeiro.

Dessa forma, a governança deixou de ser um tema apenas técnico para se tornar central na gestão estratégica.

Inteligência Artificial com responsabilidade

O uso de tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) ilustra bem essa necessidade de governança. IA não é inerentemente insegura; IA sem governança certamente é insegura.

Governança como garantia de segurança

A afirmação reforça que a simples adoção de ferramentas avançadas não basta. É preciso estabelecer:

  • Regras claras de uso
  • Protocolos operacionais</n
  • Monitoramento de resultados
  • Salvaguardas éticas

Sem essa estrutura, os riscos aumentam significativamente. Podem ocorrer falhas, vazamentos de dados ou decisões clínicas inadequadas.

IA como ativo digital estratégico

Quando bem governada, a IA pode ser um poderoso ativo digital. Ela otimiza diagnósticos, personaliza tratamentos e melhora a eficiência operacional.

A segurança, portanto, é uma construção que depende diretamente da qualidade da gestão.

O futuro da avaliação hospitalar

A tendência apontada pelas análises sugere um caminho irreversível. A valoração de um hospital passará a considerar, com peso crescente, vários fatores digitais.

Critérios de avaliação futuros

  • Maturidade dos sistemas
  • Interoperabilidade dos dados
  • Segurança cibernética
  • Experiência digital para pacientes e profissionais

O patrimônio físico continuará importante, mas será visto como uma plataforma que precisa ser potencializada pela tecnologia.

Riscos da negligência digital

Instituições que negligenciarem essa dimensão podem ver seu valor de mercado estagnar ou mesmo cair. Isso ocorrerá independentemente de seu tamanho ou localização.

A adaptação a esse novo paradigma exige uma mudança cultural. Ela deve começar pelo nível mais alto de decisão.

Conforme destacado, a discussão sobre o tema foi levantada inicialmente pelo portal Saúde Business. A reportagem original, intitulada “Hospitais valem mais por seus Ativos Digitais do que pelos ativos físicos”, sinaliza que o debate já chegou ao setor.

A transformação digital, portanto, não é mais uma opção. Ela se tornou uma condição fundamental para a sustentabilidade e o crescimento no competitivo mercado da saúde.

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