Decisão do Cade fecha questão sobre esclarecimentos
O Tribunal do Cade negou um recurso da Petlove que pedia esclarecimentos sobre os termos do acordo que autorizou a fusão entre Petz e Cobasi. O órgão entendeu que não havia necessidade de explicações adicionais sobre os termos do acordo, uma decisão que aproxima o caso de sua conclusão no conselho.
O relator, José Levi, afirmou que não há contradição ou omissão nos documentos analisados, posição que foi acompanhada pelos demais conselheiros. Dessa forma, o processo segue seu curso sem novas interrupções por parte da concorrente.
Fundamentação do relator mantém salvaguardas
Na sua análise, o relator José Levi destacou que a possibilidade de mais de um comprador para os ativos a serem vendidos é apenas excepcional e prevê salvaguardas. Ele reforçou que o acordo já contempla mecanismos para garantir a concorrência, sem necessidade de ajustes ou ampliações solicitadas pela Petlove.
O entendimento foi unânime entre os conselheiros, consolidando a posição do Cade sobre o tema. Com isso, as etapas seguintes do processo devem ocorrer conforme o planejado.
Petlove se posiciona como compradora alternativa
Desde a aprovação da fusão, a Petlove tem se movimentado para se colocar como uma alternativa natural na compra dos ativos que serão vendidos. Em petição pública no processo, a empresa afirmou ter interesse no pacote de desinvestimentos.
A empresa defendeu que seria o melhor comprador para fortalecer um rival capaz de competir com a companhia combinada. Além da Petlove, outras duas companhias também manifestaram interesse nas lojas que Petz e Cobasi terão de vender, indicando um mercado atento às oportunidades.
Estratégia de mercado
Essa movimentação mostra a estratégia da empresa em buscar espaço no setor de pets no Brasil, que passa por reconfiguração competitiva significativa.
Argumentos da empresa questionam suficiência do acordo
A Petlove sustentava que o remédio, ou seja, as medidas corretivas impostas pelo Cade, deveria ser ampliado. Para embasar sua posição, a empresa citou um estudo do departamento de estudos econômicos do Cade que identificou “40 locais” em que não teria sido possível afastar preocupações concorrenciais.
Esses “40 locais” correspondem a cerca de 10% dos mercados em que Petz e Cobasi operam, um dado que a Petlove usou para questionar a eficácia das medidas. Em comunicado após a aprovação, a empresa disse: “Entendemos que esse remédio não é suficiente para criar um rival efetivo capaz de equilibrar o jogo competitivo”.
Rejeição do tribunal
Essa visão, porém, não foi acolhida pelo tribunal, que manteve a validade das medidas acordadas originalmente.
Processo segue para fase final no conselho
Com a negativa do recurso, o caso avança em direção à sua conclusão no conselho do Cade. A decisão reforça a validade dos termos acordados para a fusão, sem alterações significativas solicitadas pela Petlove.
Embora a empresa continue interessada nos ativos, o caminho agora é acompanhar a venda conforme estabelecido. O setor de pets no Brasil aguarda os desdobramentos finais dessa operação, que promete reconfigurar a concorrência.
Próximos passos
- Atenção se volta para como as lojas serão vendidas
- Definição de quem assumirá esses pontos de venda
- Conclusão formal do processo no conselho do Cade