Zelenskyy acusa Rússia de atacar centrais nucleares ucranianas
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Alerta sobre ataques a instalações nucleares

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou no domingo que a Rússia está se preparando para atacar as centrais nucleares do país. A declaração surge no contexto de uma intensificação dos ataques russos nas últimas semanas.

Zelenskyy criticou Moscou por não demonstrar “qualquer vontade” de pôr fim ao conflito. Enquanto isso, uma delegação ucraniana viajou a Washington para discutir potenciais acordos de paz.

Risco nuclear em foco

O alerta do líder ucraniano destaca uma nova dimensão de risco no conflito, que já dura vários anos. A situação coloca em foco a segurança das instalações nucleares do país, vitais para a produção de energia.

Além disso, Zelenskyy escreveu numa publicação no X que a situação do sistema energético continua difícil. O presidente garantiu que as autoridades estão fazendo tudo ao seu alcance para restabelecer todos os serviços o mais rapidamente possível.

Intensificação dos ataques russos

Os ataques russos intensificaram-se nas últimas semanas e visam cada vez mais as instalações energéticas. Esta estratégia tem provocado cortes de energia em várias regiões do país, afetando diretamente a população civil.

Estatísticas da ofensiva recente

  • Mais de 200 drones foram lançados contra a Ucrânia ontem à noite
  • As regiões atingidas incluem Sumy, Kharkiv, Dnipro, Zaporíjia, Kmenytsky e Odessa
  • Resultados: dezenas de feridos (incluindo uma criança) e duas mortes confirmadas
  • Nesta semana: mais de 1.300 ataques de drones registrados
  • No mesmo período: mais de 1.000 bombas aéreas guiadas
  • Ainda nesta semana: pouco mais de duas dezenas de ataques com mísseis de vários tipos

Impacto humanitário crescente

Os repetidos ataques estão provocando cortes de energia em várias regiões, afetando serviços essenciais e a qualidade de vida da população. Milhares de casas perderam o acesso ao gás e à eletricidade devido aos ataques diários.

Esta situação agrava as já desafiadoras circunstâncias enfrentadas pelos civis ucranianos, especialmente com a aproximação do inverno. A proteção da população civil permanece uma preocupação central enquanto os combates continuam.

Diplomacia em busca de paz

Enquanto os combates continuam, uma delegação ucraniana chegou a Washington no sábado para manter conversações. A equipe inclui Kyrylo Budanov (chefe de gabinete de Zelenskyy), Rustem Umerov e Davyd Arakhamia.

Negociações em Washington

Budanov disse que a delegação viajou para discutir “os detalhes do acordo de paz”. A equipe tem uma reunião marcada para domingo com:

  • Steve Witkoff (enviado especial dos EUA)
  • Jared Kushner (genro de Trump)
  • Dan Driscoll (secretário do Exército dos EUA)

Estas conversações diplomáticas ocorrem paralelamente aos combates no terreno, representando um esforço duplo para resolver o conflito.

Perspectivas para o futuro

Zelenskyy criticou Moscou por não mostrar “qualquer vontade” de pôr fim à guerra. Esta avaliação pessimista contrasta com os esforços diplomáticos em curso, incluindo as conversações em Washington.

O presidente ucraniano continua a apelar por mais apoio internacional. Ele afirmou que o país precisa de mais proteção – sobretudo, mais mísseis para os sistemas de defesa aérea.

Enquanto isso, os ataques noturnos conduzidos pela Rússia aumentaram de intensidade nas últimas semanas. A combinação de alertas sobre possíveis ataques a instalações nucleares, a intensificação dos bombardeamentos e os esforços diplomáticos paralelos pintam um quadro complexo do conflito atual.

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