Ibovespa sobe quase 1% com Wall Street; dólar cai após ação dos EUA
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Mercado brasileiro reage com otimismo

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou as negociações desta terça-feira com alta expressiva de 0,83%, alcançando 161.869,76 pontos. O movimento representou uma recuperação das perdas registradas na primeira sessão de 2026.

O cenário foi influenciado pelo humor positivo nos mercados internacionais, especialmente nos Estados Unidos, onde os índices registraram fortes ganhos. Por outro lado, a moeda norte-americana perdeu força frente ao real, fechando a R$ 5,4055, com queda de 0,37%.

Contexto geopolítico e econômico

O dia foi marcado por uma reação dos investidores à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. Esse evento impulsionou as ações do setor petrolífero em Wall Street e reverberou nos demais mercados.

Além disso, os economistas ouvidos pelo Banco Central elevaram ligeiramente a projeção para a inflação deste ano, de 4,05% para 4,06%. A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, segue em 12,25% ao ano, enquanto a taxa atual está fixada em 15%.

O próximo dado importante será o Índice de Preços ao Consumidor Amplo de dezembro, cuja divulgação está marcada para a próxima sexta-feira (9).

Construtoras lideram os ganhos no pregão

O setor de construção civil foi o grande destaque da sessão, puxando a ponta positiva do Ibovespa com performances robustas. As principais altas foram:

  • MRV (MRVE3): saltou mais de 7%, figurando como a maior alta individual do pregão.
  • Cyrela (CYRE3): avanço superior a 5%.
  • Direcional (DIRR3): avanço superior a 5%.

Esse movimento setorial contribuiu decisivamente para o resultado final do índice, demonstrando uma aposta dos investidores em segmentos ligados à economia doméstica.

Outros destaques positivos

Além das construtoras, os bancos e a Vale (VALE3) também fecharam em tom positivo, sustentando o dia de ganhos para o principal indicador da B3. A mineradora figurou como a segunda ação mais negociada da bolsa.

Esse desempenho ocorreu em um contexto de alta no preço do minério de ferro. O contrato mais líquido, com vencimento em maio, encerrou as negociações na Bolsa de Dalian, na China, com avanço de 0,95%, a 797 yuans (cerca de US$ 113,94) a tonelada.

Em contraste, a Petrobras (PETR4) destoou do forte desempenho do petróleo no exterior e acompanhou a baixa do setor de energia no mercado local.

Varejo pressiona a ponta negativa

Enquanto a maioria dos setores contribuía para a alta, o varejo apresentou um desempenho oposto. A C&A (CEAB3) liderou a ponta negativa do índice, despencando cerca de 16% no pregão.

Essa queda expressiva contrastou com o otimismo geral e demonstrou a seletividade dos movimentos do dia. A performance da ação refletiu preocupações específicas do setor, que não foram compartilhadas pelos demais segmentos da economia.

A divergência de desempenhos entre setores é comum em sessões voláteis, mas a força das construtoras e das commodities foi suficiente para compensar as perdas pontuais.

Mercados globais em alta generalizada

O otimismo não se limitou ao Brasil. Os principais índices internacionais registraram ganhos significativos, impulsionados pela reação ao evento geopolítico na Venezuela.

Principais movimentos internacionais

  • Estados Unidos (Dow Jones): subiu 1,23%, atingindo 48.977,18 pontos – seu maior nível nominal histórico. O impulso veio principalmente das ações do setor petrolífero.
  • Europa (Stoxx 600): avanço de 0,94%, aos 601,76 pontos.
  • Japão (Nikkei): subiu expressivos 2,97%, fechando em 51.832,80 pontos.
  • Hong Kong (Hang Seng): ganho mais modesto de 0,03%, aos 26.347,24 pontos.

Esse cenário global de alta ajudou a sustentar o humor positivo no mercado brasileiro, que tradicionalmente acompanha os movimentos das praças internacionais.

O que esperar dos próximos dias

Com a sessão encerrada, os olhos dos investidores se voltam para os próximos eventos econômicos. A divulgação do IPCA de dezembro na sexta-feira será crucial para calibrar as expectativas sobre a inflação e o possível caminho da taxa de juros.

Além disso, o mercado continuará monitorando os desdobramentos geopolíticos e seus impactos nos preços das commodities, especialmente do petróleo e do minério de ferro.

A manutenção da Selic em patamares elevados, combinada com uma inflação projetada acima da meta, sugere um ambiente de cautela para os próximos meses. No entanto, o desempenho robusto de setores como construção e mineração indica que há espaço para otimismo seletivo.

A tendência é que o mercado brasileiro continue sensível aos ventos externos, mas também reaja a dados domésticos que sinalizem a direção da economia.

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