Saeed Lilaz: Coisas importantes no Irão nos próximos meses
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Protestos se espalham e geram tensão interna

Os protestos recentes no Irã começaram com comerciantes em Teerã e se espalharam para outras cidades. A maioria dos manifestantes parece ser de baixa renda, com slogans que misturam críticas à soberania com demandas econômicas.

A situação já teve consequências graves. Pelo menos oito pessoas foram mortas em protestos este ano, segundo Mai Sato, relator especial da ONU para direitos humanos. Esses eventos criam um clima de instabilidade que preocupa analistas e a comunidade internacional.

Repercussão internacional e alerta dos EUA

Tensões com os Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um alerta ao governo iraniano na sexta-feira. Ele afirmou que os EUA viriam em auxílio dos manifestantes caso fossem mortos, aumentando a pressão sobre Teerã.

Impacto da queda da Venezuela

No dia seguinte, os Estados Unidos lançaram um ataque militar à Venezuela. Isso resultou na detenção e remoção do presidente Nicolás Maduro pelas forças militares norte-americanas.

O movimento tem implicações diretas para o Irã. Ali Khamenei, líder supremo iraniano, considerava a Venezuela o parceiro mais importante de Teerã no cenário mundial. A queda de Maduro representa um revés significativo para a política externa iraniana.

Análise de Saeed Lilaz sobre a crise

Em entrevista à Euronews, o economista Saeed Lilaz analisou:

  • A crise dos protestos no Irã e suas possíveis consequências
  • O risco de uma guerra renovada com Israel
  • O impacto da queda de Maduro no destino do país

Lilaz acredita que algo importante vai acontecer no clima político do Irã nos próximos dois meses. Sua análise sugere que mudanças significativas podem estar no horizonte.

A combinação de pressões internas e externas pode levar a transformações no cenário doméstico. No entanto, a estrutura de segurança da República Islâmica permanece intacta, segundo sua avaliação.

Referências históricas e cenário político

Significado do slogan “Rezashah, a alma é feliz”

Nos protestos, surgiu o slogan “Rezashah, a alma é feliz”. Segundo Lilaz, isso manifesta uma forma de “bonapartismo”.

O significado não é que as pessoas busquem o reinado do filho de Rezashah. Rezashah foi imperador da Pérsia (atual Irã) de 1925 a 1941 e fundador da dinastia Pahlavi.

Possibilidade de um “Bonaparte” iraniano

Lilaz argumenta que atualmente não existe nenhuma oposição capaz de assumir o controle da situação. Como a estrutura da República Islâmica, especialmente no que se refere à segurança, continua intacta, um “Bonaparte” pode surgir do seio do governo.

Geralmente, o fim de um golpe vai contra a ordem dominante. Um “golpe de Estado” é definido como uma ação militar contra o ápice do poder.

Política externa e concessões internas

Postura firme de Khamenei

No plano externo, Khamenei opõe-se a qualquer alteração da política externa, mantendo uma postura firme. A República Islâmica, não apenas agora, mas desde o Acordo Nuclear do Irã, não hesitou em fazer concessões.

O Ocidente, por outro lado, se recusa a fazer qualquer compromisso. Isso reflete uma estratégia de flexibilidade em negociações internacionais.

Diálogo e enriquecimento simbólico

Os responsáveis políticos iranianos estão dispostos a dialogar com a outra parte. Eles propõem mesmo aceitar um enriquecimento simbólico de urânio, a fim de se protegerem de um colapso interno.

Essa abordagem busca equilibrar pressões externas com a necessidade de estabilidade doméstica.

Perspectivas para os próximos meses

Com base nas análises de Lilaz, os próximos dois meses podem ser decisivos para o Irã. A combinação de fatores inclui:

  • Protestos internos em expansão
  • A perda de um parceiro estratégico como a Venezuela
  • Tensões com potências ocidentais

Enquanto a estrutura de segurança permanece sólida, a possibilidade de mudanças políticas internas não pode ser descartada. Isso inclui a emergência de figuras fortes do governo.

A comunidade internacional acompanha de perto. Os Estados Unidos já se posicionaram em apoio aos manifestantes, o que pode influenciar ainda mais os desdobramentos.

Assim, o país enfrenta um período crítico que pode redefinir seu futuro político e econômico.

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