EUA alteram tática contra Maduro; Brasil na ONU pede fim
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EUA alteram estratégia militar contra Venezuela

A Casa Branca ordenou que as forças militares dos Estados Unidos se concentrem quase exclusivamente em fazer cumprir a ‘quarentena’ da Venezuela. A informação foi confirmada por um funcionário norte-americano à agência Reuters nesta quarta-feira.

Foco em sanções e pressão econômica

Segundo a fonte, o foco inicial é usar a pressão econômica por meio da aplicação de sanções para alcançar o resultado desejado pela administração estadunidense.

Essa mudança de tática ocorre no contexto de um cerco militar à Venezuela promovido pelos Estados Unidos, através de ordens do presidente Donald Trump.

Objetivo declarado: remover Maduro do poder

Os norte-americanos têm a intenção declarada de tirar Nicolás Maduro do poder, acusando-o de chefiar um cartel narco-terrorista.

Trump vem há semanas ameaçando invadir o território venezuelano, o que elevou as tensões na região. A nova orientação, portanto, parece canalizar essas ameaças para uma ação mais específica de bloqueio.

Crítica do Brasil na ONU à ação militar

Em contraste direto com a postura norte-americana, o embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Sergio Danese, criticou a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.

A declaração foi feita nesta terça-feira (24), durante reunião do Conselho de Segurança da organização.

Posição diplomática brasileira

Para o representante brasileiro, as ações norte-americanas são ‘violações da Carta das Nações Unidas e, portanto, devem cessar imediata e incondicionalmente em favor da utilização dos instrumentos políticos e jurídicos amplamente disponíveis’.

Danese argumentou que a América do Sul é e quer continuar sendo uma região de paz, ‘respeitando o direito internacional e com boas relações entre vizinhos’.

Sua fala reflete uma posição diplomática que prioriza a solução de conflitos por meios institucionais, em oposição a intervenções armadas.

Preocupação com repercussões globais

O embaixador brasileiro ampliou o alcance de sua crítica ao destacar que evitar uma guerra no continente não é um interesse apenas dos países da América Latina.

Riscos de escalada militar

Segundo ele, toda a comunidade internacional tem de se preocupar ‘já que em última instância, um conflito na região poderia ter repercussões em escala global’.

Essa perspectiva ressalta os riscos de uma escalada militar, que poderia desestabilizar não apenas a Venezuela, mas também afetar relações internacionais e economias em outros continentes.

A declaração de Danese busca, assim, mobilizar um consenso mais amplo contra a ação militar, apelando para a responsabilidade coletiva da comunidade global.

O tom utilizado evidencia a gravidade com que o Brasil enxerga a situação, posicionando-se como defensor da estabilidade regional.

Contexto das tensões e próximos passos

A mudança de tática dos Estados Unidos ocorre em um cenário de prolongada crise política e econômica na Venezuela.

Divisão nas abordagens internacionais

A ordem da Casa Branca para focar na ‘quarentena’ sugere uma tentativa de intensificar o isolamento do governo Maduro, combinando pressão militar com sanções econômicas.

Por outro lado, a crítica do Brasil na ONU reforça uma divisão nas abordagens internacionais sobre o caso venezuelano.

Enquanto os Estados Unidos apostam em medidas coercitivas, o Brasil defende uma solução baseada em:

  • Instrumentos políticos
  • Instrumentos jurídicos
  • Alinhamento com os princípios da Carta das Nações Unidas

Desfecho incerto e atenção global

O desfecho dessa disputa de estratégias ainda é incerto, mas as declarações recentes indicam que o tema continuará a ser debatido nos fóruns internacionais.

A comunidade global aguarda os próximos movimentos, com atenção às possíveis repercussões para a paz e a segurança na América do Sul.

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