Liderança feminina na transformação digital
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A transformação digital no Brasil tem sido acompanhada por mudanças na composição dos quadros de liderança das empresas. Nos últimos anos, observa-se um movimento de crescimento na presença feminina nesses cargos.

Embora os números ainda revelem disparidades significativas em posições de alto escalão, este cenário levanta discussões sobre o papel das mulheres na condução de processos de inovação tecnológica no país.

Evolução da participação feminina em cargos de liderança

Os dados disponíveis mostram uma trajetória de crescimento na ocupação de cargos de liderança por mulheres em empresas brasileiras. Em 2019, 25% dessas posições eram ocupadas por profissionais do sexo feminino.

Três anos depois, em 2022, esse percentual subiu para 38%, indicando um avanço considerável no período. Esse aumento de 13 pontos percentuais em três anos sugere uma maior abertura do mercado corporativo para a diversidade de gênero em funções de gestão.

Contexto global e novas habilidades

A mudança ocorre em um contexto global de discussões sobre equidade e representatividade nos ambientes de trabalho, especialmente em setores tradicionalmente masculinizados.

Vale destacar que a transformação digital tem demandado novas habilidades de liderança, como:

  • Adaptabilidade
  • Pensamento colaborativo

Essas competências, frequentemente associadas a estilos de gestão mais diversos, podem estar influenciando essa tendência de crescimento.

Desafios nas posições estratégicas e o teto de vidro

Apesar do progresso observado nos cargos de liderança em geral, a representação feminina diminui significativamente quando se analisam posições de maior poder decisório.

Nas companhias de capital aberto do país, as mulheres ocupam cerca de 15% dos assentos em conselhos de administração e diretorias.

Impacto na tomada de decisões

Essa discrepância entre a presença feminina na liderança geral (38%) e nos cargos mais altos (15%) revela um fenômeno conhecido como “teto de vidro”. As profissionais conseguem avançar até determinados níveis hierárquicos, mas encontram barreiras invisíveis para alcançar as posições de maior influência e remuneração.

Em contraste com o crescimento observado entre 2019 e 2022, a baixa representação em conselhos e diretorias indica que os avanços não são uniformes em todos os níveis organizacionais.

A presença limitada em cargos de alto escalão significa que menos mulheres participam das discussões sobre:

  • Investimentos em tecnologia
  • Definição de estratégias digitais
  • Prioridades de inovação

Esse cenário levanta questões sobre como diferentes perspectivas podem influenciar os rumos da digitalização no país.

Exemplos no setor de tecnologia

No universo específico das empresas de tecnologia, encontramos casos que ilustram a presença feminina em posições de destaque.

Viviane Campos na Connectly

Viviane Campos atua como Head Global de Negócios da Connectly, empresa que desenvolve soluções digitais para comunicação empresarial. A posição ocupada por Campos representa um exemplo concreto de liderança feminina em uma organização voltada para a transformação digital.

Como Head Global de Negócios, ela está envolvida em decisões estratégicas que moldam os produtos e serviços da empresa no mercado internacional.

Esse caso específico demonstra que, apesar dos desafios gerais, há espaços sendo conquistados por mulheres em funções de alto impacto no ecossistema tecnológico.

A experiência de profissionais como Campos pode servir como referência para outras organizações que buscam diversificar suas equipes de liderança.

É importante notar que a fonte não detalhou informações adicionais sobre a trajetória profissional de Campos ou sobre as políticas de diversidade da Connectly. No entanto, sua posição atual oferece um ponto de partida para discussões sobre representatividade no setor.

Panorama atual e perspectivas futuras

Analisando os dados disponíveis, observamos um cenário complexo para a liderança feminina na transformação digital brasileira.

Crescimento e limitações

Por um lado, houve crescimento significativo na ocupação de cargos de gestão por mulheres entre 2019 e 2022. Por outro, essa representação ainda é limitada nos níveis mais altos das organizações.

A transformação digital, por sua natureza disruptiva, oferece oportunidades para repensar estruturas organizacionais e modelos de liderança.

Processos de inovação tecnológica frequentemente exigem novas abordagens que valorizem:

  • Diversidade de pensamento
  • Experiências variadas

Oportunidades e inspiração

O aumento da participação feminina em cargos de liderança geral sugere que algumas empresas estão reconhecendo o valor da diversidade de gênero em seus quadros gerenciais.

No entanto, a baixa representação em conselhos e diretorias indica que ainda há caminhos a percorrer para garantir influência equitativa nas decisões estratégicas.

Casos como o de Viviane Campos na Connectly mostram que é possível alcançar posições de destaque no setor de tecnologia. Esses exemplos podem inspirar políticas corporativas mais inclusivas e servir como referência para profissionais que aspiram a cargos de liderança na área digital.

O futuro da transformação digital no Brasil estará inevitavelmente ligado à capacidade das organizações de aproveitar todo o potencial de seus talentos, independentemente de gênero.

Os dados atuais sugerem progresso, mas também destacam a necessidade de avanços mais consistentes em todos os níveis de liderança corporativa.

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