Trump afirma que novo chair do Fed aposta em juros bem mais baixos
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (17) que o próximo chair do Federal Reserve será um defensor de taxas de juros significativamente mais baixas. A declaração foi feita durante um pronunciamento nacional sobre realizações econômicas e de segurança nacional no primeiro ano de seu segundo mandato.

Trump já havia indicado que anunciará o sucessor do atual chair, Jerome Powell, no início do próximo ano.

Pronunciamento sobre o futuro do Fed

Durante seu discurso, o presidente foi direto ao ponto sobre suas expectativas para a política monetária.

“Em breve anunciarei nosso próximo chair do Federal Reserve, alguém que acredita em taxas de juros mais baixas, bem (mais baixas), e os pagamentos de hipotecas cairão ainda mais”, disse Trump.

A fala reforça a posição pública do mandatário, que frequentemente critica os níveis atuais dos juros. O pronunciamento serviu como uma prévia do que se pode esperar da futura indicação para o comando da instituição.

Os possíveis nomes em discussão

Finalistas conhecidos

Todos os finalistas conhecidos para a posição defendem que a taxa de juros seja mais baixa do que a atual. Entre eles estão:

  • Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca
  • Kevin Warsh, ex-diretor do Fed
  • Chris Waller, atual diretor do Fed

Divergência nas expectativas

Há um detalhe importante: nenhum deles indicou expressamente que pressionará o banco central a reduzir a taxa tão drasticamente quanto Trump exigiu, em alguns casos até 1%.

Nem mesmo o último nomeado – o diretor Stephen Miran – defende uma taxa tão baixa quanto essa marca específica.

O cenário atual das taxas

Taxa básica do Fed

A taxa atual do Fed está entre 3,5% a 3,75%, um patamar que, no geral, pouco mudou no último ano. Esse índice é influenciado pelas expectativas dos investidores em relação ao crescimento econômico e à inflação dos Estados Unidos.

Taxas hipotecárias

As taxas hipotecárias têm se mantido na faixa de 6,3% a 6,4% desde o Dia do Trabalho. Esses valores mostram pouca indicação de queda, contrastando com a promessa do presidente de que os pagamentos de hipotecas “cairão ainda mais”.

Expectativa de influência presidencial

Mudança na prática usual

Em uma declaração adicional, Trump disse ao jornal que acha que o próximo chair do Fed deveria consultá-lo sobre a definição da taxa de juros.

Essa postura representa uma mudança em relação à prática usual, já que normalmente os presidentes deixam a tomada de decisões sobre os juros a cargo do banco central.

Questões sobre independência

A observação levanta questões sobre a independência da instituição, um princípio tradicionalmente defendido para garantir a estabilidade da política monetária.

Limites do que se sabe até agora

Dados não confirmam queda iminente

Apesar das afirmações do presidente, os dados disponíveis não confirmam uma queda iminente nas taxas. As taxas hipotecárias, por exemplo, permanecem estáveis, sem sinais claros de redução.

Divergência entre discurso e realidade

Além disso, mesmo entre os finalistas conhecidos, não há consenso sobre uma redução tão acentuada quanto a sugerida por Trump.

Essa divergência entre o discurso presidencial e a realidade do mercado financeiro será um ponto crucial a ser observado nos próximos meses, à medida que o anúncio se aproxima.

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