A startup Guarda captou R$ 4,5 milhões para estruturar um seguro climático digital voltado ao agronegócio. A insurtech, fundada por Paula Mendes Caldeira e Luiz Fernando Guerreiro, lançou um produto 100% digital que promete agilidade e transparência para produtores rurais.
O objetivo é oferecer proteção contra riscos climáticos de forma acessível e integrada ao setor.
Como funciona o seguro climático digital
O seguro lançado pela Guarda é um produto paramétrico contra riscos climáticos. Ele permite cotação imediata e contratação online, sem a necessidade de vistorias presenciais ou perícias em campo.
Todo o acompanhamento do índice climático é feito em tempo real pelo produtor, que pode monitorar as condições diretamente.
Pagamento automático de indenizações
O pagamento de indenizações ocorre de forma automática, em até 30 dias após o acionamento do gatilho climático definido em contrato. Esse modelo elimina burocracias tradicionais e acelera o suporte financeiro em caso de eventos adversos.
A digitalização completa da jornada é a base para essa eficiência operacional.
Tecnologia e escalabilidade do modelo
A escalabilidade do modelo está diretamente ligada à digitalização da jornada, segundo Luiz Fernando Guerreiro, cofundador da Guarda. Toda a operação foi pensada para funcionar de ponta a ponta de forma digital, desde a contratação até a indenização.
Isso permite integrar o seguro a outros produtos financeiros e operacionais já utilizados pelo produtor rural.
Tendências que impulsionam a adoção
A Guarda avalia que o avanço das tecnologias de monitoramento tende a impulsionar a adoção desse tipo de proteção no Brasil nos próximos anos. A intensificação da volatilidade climática também é apontada como um fator que deve aumentar a demanda por seguros paramétricos.
Essas tendências criam um cenário favorável para a expansão da insurtech.
Expansão e foco nas fronteiras agrícolas
A insurtech pretende ampliar sua atuação junto a:
- Cooperativas
- Revendas agrícolas
- Provedores de crédito rural
- Seguradoras e resseguradoras
O foco da ampliação são as principais fronteiras agrícolas do país, regiões onde a atividade agropecuária é intensa e os riscos climáticos são mais presentes.
Experiência internacional como validação
A Guarda avalia que a prática de seguros paramétricos contra riscos climáticos já é adotada em outros países. O seguro tem sido utilizado como instrumento de gestão de risco agrícola por empresas globais do setor, o que valida a aplicabilidade do modelo.
A expectativa é que essa experiência internacional facilite a aceitação no mercado brasileiro.
Investimento e perspectivas futuras
A captação de R$ 4,5 milhões será usada para estruturar o seguro climático digital, fortalecendo a infraestrutura e a capacidade de atendimento da Guarda. A insurtech busca posicionar-se como uma solução inovadora para um setor tradicionalmente dependente de processos manuais.
A digitalização oferece não apenas conveniência, mas também maior previsibilidade na gestão de riscos.
Diferenciais competitivos do modelo
Em contraste com modelos convencionais, o produto da Guarda elimina intermediários e reduz prazos, aspectos que podem atrair produtores em busca de eficiência. A integração com outros serviços financeiros é outro diferencial que pode ampliar a adoção.
Com isso, a startup projeta crescimento sustentado nos próximos anos, aproveitando as tendências tecnológicas e climáticas.
Informações adicionais
O post sobre a captação foi escrito por Marystela Barbosa e aparece primeiro no portal Startupi, conforme a fonte. As informações detalhadas sobre os investidores ou o cronograma de aplicação dos recursos não foram divulgadas pela empresa.
A Guarda segue focada em consolidar sua presença no agronegócio através de inovação e acessibilidade.
