Imposições unilaterais ameaçam segmento de OPME
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Setor de saúde enfrenta crise financeira histórica

O setor de produtos para saúde no Brasil enfrenta uma crise financeira de proporções históricas. Distorções ameaçam a viabilidade das empresas, segundo dados da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI).

A situação é agravada por práticas unilaterais como os portais de compra. Isso coloca em risco o fornecimento de materiais essenciais para tratamentos médicos.

Distorções financeiras atingem patamar recorde

As distorções no setor vêm sendo registradas pela ABRAIDI em pesquisa há quase uma década. Segundo a associação, esses problemas chegaram a patamares jamais registrados.

Pagamentos pendentes e glosas

O montante de pagamentos pendentes ou não realizados pelos clientes, planos de saúde ou hospitais chegou à marca de R$ 4,587 bilhões no levantamento deste ano. Esse valor representa uma pressão financeira significativa sobre as empresas do segmento.

Além disso:

  • Glosas injustificadas: R$ 229,7 milhões
  • Inadimplência: R$ 2,069 bilhões

Quando somados, esses valores comprometeram 36% do faturamento das empresas. Esse cenário cria um ciclo vicioso que dificulta investimentos e a manutenção das operações.

Portais de compra geram efeitos colaterais

O surgimento de portais de compra chegou para padronizar processos no setor. Essas plataformas foram implementadas para:

  • Rastrear transações
  • Ofertar maior agilidade nas cotações
  • Centralizar informações

No entanto, os portais de compra vêm produzindo efeitos colaterais que não podem mais ser ignorados pelas empresas do setor.

Críticas aos portais de compra

De acordo com críticas levantadas, trata-se de um verdadeiro pedágio com condição obrigatória para poder vender a clientes já cativos. A prática não oferece perspectiva de ampliação do mercado ou da visibilidade do portfólio das empresas.

Em vez disso, impõe custos adicionais sem contrapartidas claras, segundo as alegações.

Prática carece de respaldo técnico

A prática dos portais de compra carece de respaldo técnico e jurídico, de acordo com as críticas apresentadas. Além disso, ela distorce a composição de custos das empresas fornecedoras.

Impacto na qualidade assistencial

Esse mecanismo compromete a qualidade assistencial oferecida aos pacientes, segundo os argumentos levantados contra o sistema. A prática induz à utilização de materiais de menor desempenho, conforme as alegações.

Ela também leva à limitação de tratamentos disponíveis para os pacientes. Trata-se de uma forma disfarçada de contenção de despesas, segundo a análise apresentada sobre o funcionamento desses portais.

Presidente da ABRAIDI alerta para riscos

Sérgio Rocha é presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI). A entidade tem documentado as distorções no setor através de pesquisas realizadas ao longo dos últimos anos.

Os dados coletados apontam para um cenário que exige atenção imediata de todos os envolvidos na cadeia de saúde. As informações revelam que as imposições unilaterais podem inviabilizar todo o segmento de produtos para saúde.

A combinação entre inadimplência recorde e práticas comerciais questionáveis cria um ambiente de negócios insustentável. A continuidade desse cenário ameaça não apenas as empresas, mas também o acesso dos pacientes a tratamentos adequados.

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