Ibovespa atinge nova máxima histórica
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, renovou sua máxima histórica pela segunda sessão consecutiva. Nesta quarta-feira (3), o indicador fechou com alta de 0,41%, aos 161.755,18 pontos.
O recorde anterior foi registrado na terça-feira, quando o índice encerrou em 161.092,25 pontos. Durante o pregão, o Ibovespa chegou a encostar nos 162 mil pontos pela primeira vez, após atingir 161.963,49 pontos.
Contexto do mercado acionário
Esse movimento ascendente consolida um período de otimismo no mercado acionário local. A forte distribuição de dividendos recente é apontada como um dos motivos para os recordes consecutivos.
Dólar comercial registra queda
Em contraste com a força das ações, o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,31333, com queda de 0,32%. A desvalorização da moeda norte-americana frente ao real ocorre em um contexto específico.
Expectativas sobre política monetária
Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 89% de chance de o Federal Reserve reduzir os juros em 0,25 ponto percentual. A reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto está agendada para os dias 9 e 10 de dezembro.
Vale e siderúrgicas impulsionam ganhos
Vale foi um dos destaques positivos, figurando como a ação mais negociada da B3. As ações da mineradora, sob o ticker VALE3, subiram mais de 3% durante a sessão.
Outros destaques do pregão:
- Usiminas: liderou os ganhos do Ibovespa com alta de mais de 8%
- Braskem: subiu 4% com notícias sobre acordo de transferência de ações
Setores que pressionaram a ponta negativa
A ponta negativa do Ibovespa foi liderada pela Direcional. Em paralelo, o Bradesco caiu quase 3% com rotação intersetorial.
Esses recuos, no entanto, não foram suficientes para conter o ímpeto de alta do índice principal. O cenário segue atraindo investidores.
Movimentações no mercado externo
As ações da Microsoft recuaram 2,50% após notícias sobre redução nas cotas de vendas de software vinculadas à inteligência artificial.
Contexto político e negociações comerciais
No plano político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou, por telefone, com o presidente norte-americano Donald Trump. Durante o contato, Lula pediu que Trump avance nas negociações sobre produtos brasileiros.
Esses produtos ainda enfrentam tarifa adicional de 40% nos Estados Unidos. Segundo o presidente brasileiro, o país deseja avançar rápido nessas tratativas.
O desfecho dessas conversas pode influenciar diretamente setores exportadores e o desempenho de empresas listadas na bolsa.
