Recuperação em meio a revisões
As ações da Hapvida (HAPV3) lideraram os ganhos do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (17), registrando alta de 4,89% e cotação de R$ 18,66 por volta de 12h15, horário de Brasília.
O desempenho positivo contrasta com a forte pressão vendedora enfrentada nos últimos dois pregões, quando os papéis acumularam quedas significativas.
Além disso, a operadora de saúde havia reportado lucro líquido de R$ 338 milhões entre julho e setembro, com alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Por outro lado, o Ebitda ajustado totalizou R$ 746,4 milhões no período, com diminuição de 2,1% sem efeitos não recorrentes.
Essa recuperação parcial ocorre após uma semana de fortes perdas, que incluiu tombo superior a 42%.
Revisão da Safra e preço-alvo
Mudança de recomendação
A Safra revisou estimativas para a Hapvida e rebaixou a recomendação de compra para neutro, cortando o preço-alvo para R$ 22,50.
Esse valor representa potencial de valorização de 25% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (14).
Contexto das revisões
A instituição é a quinta a revisar estimativas para a operadora após a divulgação dos números do terceiro trimestre de 2025.
Em contraste, outras casas analíticas também ajustaram suas projeções recentemente, indicando cautela generalizada no mercado.
Cortes de outras instituições
Ágora Investimentos/Bradesco BBI
Reduziu o preço-alvo das ações em quase 50%, cortando de R$ 51 para R$ 24.
A instituição projeta as ações da Hapvida em R$ 27 no final de 2026, refletindo uma perspectiva mais moderada para os próximos anos.
BB Investimentos e BTG Pactual
O BB Investimentos rebaixou a recomendação das ações de compra para neutro.
Já o BTG Pactual cortou o preço-alvo de R$ 67 para R$ 50 no final de 2026.
JP Morgan
Também rebaixou a recomendação de compra para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 52 para R$ 39, seguindo a tendência de revisões negativas.
Contexto das quedas anteriores
Os papéis da Hapvida enfrentaram forte pressão vendedora nos últimos dois pregões, com as ações tombando mais de 42% na semana passada.
Esse movimento ocorreu após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, que mostraram lucro líquido em alta, mas Ebitda ajustado em queda.
As revisões das instituições financeiras contribuíram para a volatilidade, com múltiplos cortes de preço-alvo e rebaixamentos de recomendação.
Apesar disso, a recuperação desta segunda-feira sugere que alguns investidores veem oportunidade após as recentes desvalorizações.
Perspectivas após as revisões
Cenário atual
Com a Safra sendo a quinta instituição a revisar estimativas para a Hapvida após os números do terceiro trimestre de 2025, o cenário atual reflete um ajuste generalizado nas expectativas do mercado.
Os preços-alvo revisados, embora inferiores aos anteriores, ainda indicam potencial de valorização em relação aos níveis atuais.
Projeções de valorização
Por exemplo, o preço-alvo de R$ 22,50 da Safra representa ganho significativo.
Enquanto projeções de longo prazo, como as da Ágora Investimentos/Bradesco BBI, apontam para R$ 27 em 2026.
Essas revisões mostram que, apesar da cautela, analistas mantêm expectativas de recuperação gradual.
