Juros futuros caem com foco em cenário fiscal
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Queda moderada nos juros futuros

As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a sessão desta terça-feira (21) com leves baixas. A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,245%, apresentando queda de 4 pontos-base ante o ajuste anterior de 13,285%.

Já a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,67%, com baixa de 3 pontos-base comparada aos 13,701% da sessão anterior. Esses movimentos ocorrem em meio à atenção do mercado aos indicadores econômicos.

Influência do cenário internacional

No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) também registraram queda. Essa dinâmica internacional contribui para um ambiente de menor pressão sobre as taxas de juros domésticas.

Expectativas de inflação em redução

O Boletim Focus do Banco Central mostrou redução nas expectativas de inflação dos economistas do mercado para os próximos anos. Essa melhora nas projeções ajuda a explicar parte do movimento de baixa nas taxas de juros futuros.

Impacto do corte na gasolina

A Petrobras anunciou corte de 4,9% no preço da gasolina nas refinarias. Medidas como essa têm impacto direto nos custos de produção e no índice de preços ao consumidor, reforçando o cenário de desaceleração inflacionária.

Busca por solução orçamentária

O governo seguia em busca de uma solução para o Orçamento após o Congresso arquivar a MP 1.303 no início do mês. Os cálculos da Fazenda apontam impactos fiscais significativos:

  • R$ 14,8 bilhões em 2025
  • R$ 36,2 bilhões em 2026

Estratégia legislativa do governo

Diante do revés, o governo decidiu enviar ao Congresso dois projetos de lei separados. Um tratará do controle de gastos e outro da taxação de bets e fintechs, buscando avançar em pontos específicos da agenda fiscal.

Mercado precifica manutenção da Selic

Perto do fechamento da sessão, a curva precificava em 100% a probabilidade de manutenção da Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Copom. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central será no início de novembro.

Cenário de cautela do Copom

O cenário combinado de inflação em queda e incertezas fiscais mantém o Copom em postura cautelosa. As decisões do comitê seguem sendo monitoradas de perto pelos agentes econômicos.

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