O câncer de mama é o tipo de tumor mais incidente entre as mulheres brasileiras, sem considerar os tumores de pele não melanoma. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 78.610 novos casos de câncer de mama feminina no Brasil em 2026. Esse número reforça a importância de manter os cuidados preventivos ao longo de toda a vida, inclusive após os 60 anos.
Para a médica oncologista Dra. Danielle Amaro, cofundadora do canal Longidade, falar sobre prevenção na longevidade é também combater a ideia de que, depois de determinada idade, exames e cuidados deixam de ser necessários. A especialista destaca que o envelhecimento não elimina o risco da doença e que a vigilância deve continuar.
Incidência segue alta na terceira idade
Os dados do Inca mostram que o câncer de mama continua sendo uma preocupação relevante para a saúde pública. A estimativa de 78.610 novos casos para 2026 coloca a doença no topo das incidências entre as mulheres, o que exige atenção contínua em todas as faixas etárias. Apesar de muitos programas de rastreamento focarem em mulheres mais jovens, a realidade é que o risco persiste com o passar dos anos.
O envelhecimento é um fator de risco conhecido para diversos tipos de câncer, e com as mamas não é diferente. As alterações hormonais e celulares que ocorrem com a idade podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Por isso, abandonar os exames após os 60 anos pode significar perder a chance de um diagnóstico precoce, quando as chances de tratamento bem-sucedido são maiores.
Essa realidade torna essencial que as mulheres continuem atentas aos sinais do corpo e mantenham uma rotina de acompanhamento médico. A prevenção não deve ser vista como uma etapa que se encerra em determinada idade, mas como um cuidado permanente com a saúde.
Prevenção não tem data de validade
Completar 60, 70 anos não deve ser interpretado como uma “data de validade” para os cuidados com as mamas. Segundo a oncologista, é importante que a mulher mantenha consultas médicas regulares e converse com seu médico sobre a necessidade de continuar ou não o rastreamento. Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando histórico familiar, condições de saúde e expectativa de vida.
A Dra. Danielle Amaro ressalta que a decisão de manter ou interromper a mamografia, por exemplo, deve ser compartilhada entre paciente e profissional. Não existe uma regra única que sirva para todas as mulheres, e o diálogo aberto é fundamental para definir a melhor estratégia de prevenção. O importante é que a mulher não simplesmente abandone os cuidados por achar que a idade a torna imune à doença.
Além dos exames de imagem, a prevenção inclui a observação de mudanças no corpo, como nódulos, alterações na pele ou secreção nos mamilos. Esses sinais podem aparecer em qualquer idade e devem ser investigados. A atenção ao próprio corpo é uma ferramenta valiosa que não envelhece.
Longevidade exige cuidados contínuos
O canal Longidade, cofundado pela Dra. Danielle Amaro, tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde e bem-estar para quem deseja envelhecer com qualidade. A prevenção do câncer de mama é um dos temas abordados, justamente por sua relevância para a população feminina idosa. A médica defende que envelhecer bem inclui manter os exames em dia e não negligenciar a saúde.
Para muitas mulheres, a aposentadoria e a mudança de rotina podem levar a uma diminuição nos cuidados com a saúde. No entanto, é exatamente nessa fase que a vigilância deve ser reforçada, pois o risco de câncer aumenta com a idade. Consultas regulares, mesmo na ausência de sintomas, são essenciais para detectar precocemente qualquer alteração.
A mensagem central é clara: a prevenção não pode parar com o envelhecimento. Pelo contrário, ela deve se adaptar às necessidades de cada fase da vida, sempre com orientação médica. A longevidade saudável depende de decisões conscientes e de um acompanhamento contínuo.
Como manter a prevenção após os 60
Manter a prevenção após os 60 anos envolve algumas práticas simples, mas que fazem diferença. A primeira delas é não faltar às consultas médicas de rotina, mesmo que não haja queixas. O médico poderá avaliar a necessidade de exames como mamografia, ultrassonografia ou ressonância, conforme o perfil de cada paciente. A frequência desses exames também deve ser definida individualmente.
Outra recomendação é conhecer o próprio corpo e estar atenta a qualquer mudança nas mamas, como caroços, retrações na pele, vermelhidão ou saída de líquido pelo mamilo. Esses sintomas não são exclusivos do câncer, mas merecem investigação. Quanto mais cedo uma alteração for identificada, maiores as chances de um tratamento eficaz e menos agressivo.
Além disso, manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso, contribui para a redução do risco de diversos tipos de câncer. O consumo de álcool deve ser moderado, e o tabagismo, evitado. Essas medidas, associadas ao acompanhamento médico, formam a base da prevenção em qualquer idade.
A informação também é uma aliada poderosa. Buscar fontes confiáveis, como o Inca e profissionais de saúde, ajuda a combater mitos e a tomar decisões embasadas. O canal Longidade, por exemplo, disponibiliza conteúdo educativo sobre envelhecimento e saúde, incluindo a prevenção do câncer de mama.
Diálogo com o médico é fundamental
A decisão de continuar ou interromper o rastreamento após os 60 anos não deve ser tomada sozinha. A Dra. Danielle Amaro enfatiza que a conversa com o médico é essencial para avaliar os benefícios e riscos de cada exame. Fatores como expectativa de vida, presença de outras doenças e preferências pessoais devem ser considerados nessa escolha.
Em alguns casos, a mamografia pode ser mantida anualmente; em outros, pode ser espaçada ou substituída por outros métodos. O importante é que a mulher se sinta segura e informada sobre sua saúde. O silêncio ou a omissão não são opções quando se trata de prevenção.
O envelhecimento traz mudanças naturais no corpo, mas isso não significa que os cuidados devam ser abandonados. Pelo contrário, a maturidade exige ainda mais atenção e responsabilidade com a própria saúde. A prevenção do câncer de mama é um compromisso que deve acompanhar a mulher por toda a vida.
Para conhecer mais acesse o Instagram e site do canal Longidade.
Fonte
- i9brasil.com.br
- site (www.longidade.com.br)
