A 12 dias do segundo turno das eleições, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6 por 1. A votação ocorreu nesta quarta-feira, 13, e Flávio estava em Porto Alegre (RS). Depois, decidiu ir para São Paulo, mas não houve tempo de chegar à sessão presencial em Brasília. Ele votou a distância, pelo aplicativo do Senado.
Mudança de posição a poucos dias
Antes de recuar, o presidenciável se manifestava contra o texto, chamando-o de oportunista dada a proximidade com o período eleitoral. No entanto, sob o temor de impacto nas urnas, Flávio mudou sua posição e anunciou ontem, 13, que votaria a favor da PEC. A reviravolta chamou atenção de analistas políticos, que observaram o timing da decisão. A fonte não detalhou os bastidores da mudança, mas o próprio candidato justificou a nova postura em declaração pública.
“Estou rodando o Brasil, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6 por 1. Então, vou votar a favor do fim da 6 por 1. Mas defendemos algo ainda melhor. Queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho”, disse Flávio. A fala foi reproduzida em veículos de imprensa e reforça a tentativa de alinhar o discurso à demanda popular, sem abandonar a bandeira da flexibilização.
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Oposição acompanha o voto
Puxados por Flávio, integrantes da oposição também sinalizaram que votariam a favor do fim da 6X1. O movimento indica uma coordenação entre parlamentares do PL e aliados para reduzir desgastes eleitorais. A adesão em bloco pode ter influenciado o resultado da votação, embora a fonte não tenha detalhado o placar final. Ainda assim, a postura unificada contrasta com a resistência inicial de parte da bancada.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL), disse que o partido tentará pautar em 2027 uma outra PEC, a que determina um modelo de pagamento por hora trabalhada. A declaração sugere que a legenda busca oferecer uma alternativa à proposta aprovada, mantendo o discurso de modernização das relações de trabalho. A estratégia, porém, só deve ser detalhada após o pleito.
Voto a distância e logística
Flávio estava em Porto Alegre (RS) e, depois, decidiu ir para São Paulo. A expectativa é que ele retorne a Brasília ainda nesta quarta-feira, mas não houve tempo de chegar à sessão presencial. Ele votou a distância pelo aplicativo do Senado, recurso permitido em situações excepcionais. A ferramenta tem sido usada por parlamentares em viagem oficial ou por motivos de saúde, mas a fonte não especificou o enquadramento do caso.
A decisão de votar remotamente evitou que o candidato perdesse a oportunidade de registrar posição favorável à PEC. Em campanhas acirradas, cada voto simbólico pode ser explorado na propaganda eleitoral. Ainda assim, a ausência física no plenário não impediu que o gesto fosse captado pela imprensa e repercutido nas redes sociais.
Repercussão e próximos passos
A aprovação da PEC do fim da escala 6×1 representa uma mudança significativa na legislação trabalhista. O texto agora segue para as próximas etapas do processo legislativo, que a fonte não detalhou. A oposição, por sua vez, já sinaliza que pretende apresentar uma proposta alternativa em 2027, focada no pagamento por hora. Esse embate deve marcar o debate sobre trabalho nos próximos anos.
Enquanto isso, a campanha de Flávio Bolsonaro deve explorar o voto favorável como aceno aos trabalhadores. A fala sobre “algo ainda melhor” indica que o candidato tentará se diferenciar, propondo maior liberdade individual na montagem das escalas. Resta saber como o eleitorado interpretará a mudança de posição a menos de duas semanas do segundo turno.
Fonte
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