FIINSA reúne em Manaus nomes da economia, clima e inovação
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Manaus recebe, a partir do dia 3 de junho, o Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA), evento que reúne nomes de destaque da economia, do clima e da inovação para discutir o futuro da região. Realizado pelo Idesam e pelo Impact Hub Manaus, o festival tem como tema “O futuro aponta para o Norte” e propõe uma programação que vai além do potencial econômico da Amazônia, abordando também os obstáculos que impedem negócios e comunidades de acessar mercados e capital.

Com três dias de atividades, o FIINSA começa no dia 3 com a “Imersão no Território”, um dia dedicado a visitas a diferentes iniciativas da região. Nos dias seguintes, a programação se divide em painéis, plenárias, rodas de conversa e muito networking, com os títulos “Pingos nos Is” (dia 4) e “Fazer Acontecer” (dia 5). A proposta é colocar em uma mesma mesa atores que nem sempre participam das mesmas conversas: investidores, empresas, povos e comunidades tradicionais, organizações ambientais, pesquisadores e empreendedores.

Nomes de peso na programação

Entre os palestrantes confirmados estão Natalie Unterstell, do Instituto Talanoa; Pi Suruí, da Associação Metareilá e do povo Paiter Suruí; Denis Minev, CEO do grupo Bemol; Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS); Rachel Biderman, da Rede Pan-Amazônica; Joana Oliveira, do WRI Brasil; e Eduardo Taveira, ex-secretário de Meio Ambiente do Amazonas. A diversidade de origens e experiências reflete o esforço do festival em promover um diálogo multissetorial sobre os desafios e oportunidades da Amazônia.

A abertura dos debates, na manhã do dia 4, parte de uma pergunta direta: “Onde estamos?”. A conversa reúne diferentes perspectivas sobre o momento atual da Amazônia e será seguida por discussões sobre a capacidade de empresas da região competirem em novos mercados, o valor econômico da floresta em pé e as experiências de pagamento por serviços ambientais. Esses temas são centrais para entender como a região pode se posicionar em um cenário global que exige sustentabilidade e inovação.

Capital e negócios amazônicos em foco

Um dos eixos da programação será a relação entre capital e negócios amazônicos, com os subtemas “Floresta, Cultura e Mercado”, “Onde Estão os Nós” e “Indo Além da Superfície”. O festival vai discutir por que os recursos disponíveis nem sempre chegam às empresas e iniciativas que mais precisam deles e qual tipo de capital é adequado para cada estágio de um negócio. A proposta é identificar gargalos e apontar caminhos para que o investimento de impacto chegue de forma mais eficiente a quem atua na ponta.

No terceiro dia, um dos momentos mais diretamente ligados ao mercado será “Do outro lado da mesa: o pitch dos investidores”, que reunirá representantes de fundos como Vox Capital, FAMA Re.capital, KPTL, Sitawi e Finance in Motion. A ideia é colocar investidores diante dos negócios e discutir, de forma prática, como oportunidades amazônicas são avaliadas pelo mercado financeiro. Essa dinâmica permite que empreendedores entendam os critérios e expectativas dos investidores, enquanto os fundos podem conhecer de perto as realidades locais.

Encontro entre capital, território e conhecimento

Ao distribuir a programação entre investidores, empresas, povos e comunidades tradicionais, organizações ambientais, pesquisadores e empreendedores, o FIINSA pretende colocar em uma mesma mesa atores que nem sempre participam das mesmas conversas. É desse encontro – entre capital, território, mercado e conhecimento – que o festival propõe discutir os caminhos para uma nova economia na Amazônia. A expectativa é que as discussões gerem insights práticos e parcerias que possam impulsionar negócios sustentáveis e inclusivos na região.

O FIINSA se consolida como um espaço importante para o debate sobre o futuro da Amazônia, conectando diferentes visões e experiências. Com uma programação que equilibra imersão no território, discussões estratégicas e interação direta com investidores, o festival busca transformar ideias em ações concretas. A realização em Manaus, coração da Amazônia, reforça o compromisso de construir uma economia que valorize a floresta em pé e as pessoas que nela vivem.

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