Possíveis nomes para CEO da Petrobras em governo Flávio
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As eleições ainda não terminaram, mas nomes para assumir o comando da Petrobras (PETR4) em um eventual governo de Flávio Bolsonaro já circulam nos bastidores políticos e do mercado de energia. A informação foi apurada pelo jornal Valor Econômico, que ouviu fontes próximas às discussões. Entre os possíveis candidatos, destacam-se três perfis com trajetórias distintas: um executivo com passagem pela agência reguladora, um economista especializado em infraestrutura e um parlamentar com atuação em frentes do setor.

A movimentação ocorre em um momento de incerteza eleitoral, mas sinaliza a preparação de um plano de governo para a estatal.

Os nomes que circulam nos bastidores

Segundo apuração do Valor Econômico, entre os possíveis candidatos estão o ex-presidente da Brava Energia (BRAV3), Décio Oddone; o presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires; e o deputado federal reeleito Eduardo Pazuello (PL-RJ). Cada um representa uma vertente diferente: gestão técnica, conhecimento regulatório e articulação política. A fonte não detalhou se há outros nomes em avaliação ou se a lista é definitiva. No entanto, a menção a esses três perfis indica uma busca por equilíbrio entre experiência no setor e alinhamento com o núcleo bolsonarista.

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Reações distintas entre os citados

Procurados pelo jornal, os nomes citados adotaram posições distintas: Oddone preferiu não comentar, enquanto Pires afirmou desconhecer qualquer indicação. Pazuello e Flávio Bolsonaro não haviam respondido até a publicação da reportagem original. A ausência de respostas não confirma nem descarta as especulações, mas é comum em cenários pré-eleitorais. O silêncio de Oddone pode ser interpretado como cautela, enquanto a negativa de Pires sugere que as conversas, se existirem, ainda não chegaram a ele formalmente. A reportagem original não trouxe detalhes adicionais sobre o estágio das negociações.

Décio Oddone: gestão técnica e experiência regulatória

O executivo comandou a Brava Energia, companhia formada pela combinação entre 3R Petroleum e Enauta, e deixou o cargo de diretor-presidente no início de 2026, em um processo de sucessão planejado pela empresa. Richard Kovacs assumiu a posição em fevereiro daquele ano. Antes disso, Oddone foi diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de ter trabalhado na Petrobras e ocupado cargos ligados aos setores de petróleo, gás e infraestrutura.

Sua trajetória combina visão de mercado e conhecimento profundo da regulação, o que poderia agradar investidores e técnicos do setor. A passagem pela ANP, em especial, é vista como um diferencial para lidar com os desafios regulatórios da estatal.

Adriano Pires: especialista em política energética

Outro nome mencionado é o do economista Adriano Pires, fundador e presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), com atuação especializada em regulação e política energética. Em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, Pires chegou a ser indicado para presidir a Petrobras. A indicação, no entanto, não avançou em meio a questionamentos sobre um possível conflito de interesses relacionado à sua atuação no setor privado. Apesar do revés, Pires manteve relevância no debate sobre o setor, sendo frequentemente consultado por veículos de imprensa e agentes do mercado.

Sua eventual indicação poderia reacender as discussões sobre conflitos de interesse, mas também traria um perfil técnico e independente.

Eduardo Pazuello: articulação política e proximidade com Bolsonaro

O terceiro nome citado é o do general da reserva e deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ). Diferentemente de Oddone e Pires, Pazuello não possui trajetória executiva comparável na indústria petrolífera. Sua atuação, entretanto, inclui participação em frentes parlamentares relacionadas aos setores de petróleo, gás e energia. O parlamentar também foi ministro da Saúde durante o governo Jair Bolsonaro e mantém proximidade com o núcleo político do bolsonarismo. Essa proximidade pode ser um fator decisivo em um eventual governo Flávio, que tende a valorizar a lealdade política.

Por outro lado, a falta de experiência específica no setor pode gerar resistência entre investidores e técnicos.

O que esperar do futuro da estatal

A definição do comando da Petrobras é um dos pontos mais sensíveis para qualquer governo, dado o peso da empresa na economia e no mercado de capitais. Em um cenário de eventual vitória de Flávio Bolsonaro, a escolha do CEO sinalizará a direção da política energética e a relação com o mercado. Os três nomes citados representam caminhos distintos: continuidade técnica, independência regulatória ou alinhamento político. A fonte não detalhou se há preferência por algum deles ou se a lista pode ser ampliada.

O desfecho dependerá do resultado eleitoral e das negociações políticas que se seguirem.

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