Lawin GlobL Summit consolida inovação jurídica no AM
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O Lawin GlobL Summit 4.0, realizado pelo laboratório de Direito, Tecnologia e Inovação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), encerrou sua programação nesta quinta-feira (17/9). O evento, que se firma como um marco no calendário de inovação e pensamento jurídico na Amazônia, reuniu especialistas de diferentes regiões do país para discutir as intersecções entre Direito, tecnologia e inteligência artificial.

Durante os dias de atividades, os participantes tiveram acesso a oficinas práticas e palestras com nomes reconhecidos da área jurídica. A programação buscou aproximar a discussão acadêmica de questões relacionadas ao desenvolvimento tecnológico e às mudanças provocadas pelo avanço da inteligência artificial, conforme destacou a organização.

Oficinas aproximam teoria e prática

Entre as oficinas realizadas durante o evento, duas se destacaram pela relevância temática. A primeira, intitulada “Propriedade Intelectual”, foi ministrada por Armando Mendes, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A atividade ofereceu aos participantes uma visão aplicada sobre proteção de criações, patentes e direitos autorais em um cenário de rápida transformação digital.

A segunda oficina, “Inteligência Artificial na Produção Acadêmica”, foi conduzida por Eduardo Honorato, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O encontro abordou como ferramentas baseadas em IA podem auxiliar pesquisadores e estudantes na elaboração de trabalhos científicos, sem desconsiderar os cuidados éticos e metodológicos necessários. A combinação de temas refletiu o propósito do laboratório de unir teoria e prática no ambiente acadêmico.

Essas oficinas permitiram que os inscritos experimentassem, na prática, os conceitos discutidos nas palestras, ampliando o alcance formativo do evento. A fonte não detalhou o número de participantes nem a carga horária de cada atividade.

Palestrantes debatem Direito e tecnologia

A grade de palestrantes contou com nomes de peso da área do Direito, como Diogo Rais (Mackenzie), Jessica Fachin (UnB), Yuri Lannes (FDF) e Márcio André Cavalcante (TRF). Cada um trouxe perspectivas distintas sobre como a tecnologia vem remodelando o exercício da advocacia, a produção normativa e o acesso à justiça.

Diogo Rais, conhecido por suas análises sobre Direito Digital, abordou os desafios regulatórios diante da economia de dados. Jessica Fachin, da Universidade de Brasília, discutiu os impactos da inteligência artificial nos direitos fundamentais e na proteção de dados pessoais. Yuri Lannes, da Faculdade de Direito de Franca, tratou das implicações da automação nos contratos e nas relações de consumo. Já Márcio André Cavalcante, do Tribunal Regional Federal, trouxe a perspectiva da magistratura sobre o uso de ferramentas tecnológicas no processo judicial.

As falas convergiram para a necessidade de uma formação jurídica que contemple competências digitais, sem perder de vista os princípios éticos que orientam a profissão. O evento, assim, cumpriu o papel de provocar reflexões sobre o futuro do Direito em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos.

Consolidação no calendário amazônico

A realização do Lawin GlobL Summit 4.0 reforça o posicionamento da UEA como polo de discussão sobre inovação jurídica na região Norte. Ao trazer especialistas de outras instituições e regiões, o evento promove um intercâmbio de conhecimentos que beneficia estudantes, professores e profissionais locais.

A escolha de Manaus como sede não é aleatória: a capital amazonense abriga um ecossistema de tecnologia em crescimento, com demandas jurídicas específicas relacionadas à bioeconomia, à proteção de conhecimentos tradicionais e à regulação de novas tecnologias. O laboratório Lawin, ao organizar o summit, contribui para inserir a Amazônia nesse debate global.

Com o encerramento desta edição, a expectativa é que o evento continue a crescer e a atrair ainda mais participantes nas próximas edições. A fonte não detalhou se já há data definida para o próximo encontro, mas o histórico recente indica que a iniciativa veio para ficar.

Impacto para a comunidade acadêmica

Para os alunos da UEA e de outras instituições da região, o summit representou uma oportunidade rara de contato direto com referências nacionais do Direito e da tecnologia. A possibilidade de interagir com palestrantes e instrutores de alto nível amplia o repertório dos futuros profissionais e estimula a produção científica local.

Além disso, a abordagem interdisciplinar do evento — que une Direito, inovação e inteligência artificial — dialoga com as demandas do mercado de trabalho contemporâneo. Cada vez mais, escritórios de advocacia, departamentos jurídicos de empresas e órgãos públicos buscam profissionais capazes de compreender e aplicar soluções tecnológicas.

O Lawin GlobL Summit, portanto, não apenas consolida-se no calendário de eventos da Amazônia, mas também cumpre uma função estratégica na formação de uma nova geração de juristas preparados para os desafios da era digital.

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