O Itaú Unibanco (ITUB4) fechou contrato de locação com a Eztec (EZTC3) para ocupar a integralidade do empreendimento Esther Towers, desenvolvido pela companhia. O acordo, divulgado em fato relevante nesta quinta-feira (17), foi celebrado pela Mairiporã Incorporadora, subsidiária da EZ Inc, com o banco. O complexo possui aproximadamente 91,4 mil metros quadrados de área locável e se destaca como um dos maiores projetos corporativos da cidade de São Paulo.
Embora os valores do aluguel não estejam claros, o contrato prevê receita de aproximadamente R$ 1,17 bilhão para a Eztec nos primeiros 10 anos, considerando os preços atuais. Para se ter noção do valor, hoje a empresa vale R$ 3,59 bilhões na bolsa, ou seja, cerca de um terço do valor de mercado. A notícia reforça a relevância do negócio para a construtora, que amplia sua carteira de locação com um inquilino de peso.
Detalhes do contrato bilionário
O contrato tem prazo de 10 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos. A vigência será iniciada de forma escalonada, conforme cada torre do empreendimento seja entregue. O valor da locação será corrigido anualmente pelo IPCA, índice oficial de inflação do país, garantindo previsibilidade financeira para ambas as partes.
O Esther Towers, localizado no Alto das Nações, já era apontado como potencial destino do Itaú. De acordo com o portal Metro Quadrado, o banco negociava o aluguel no local, que será o maior edifício de São Paulo, porém desistiu das negociações anteriormente. Agora, o acordo se concretiza, consolidando a presença do Itaú na região.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
Estratégia do Itaú para o trabalho presencial
O objetivo do banco é levar os funcionários de volta aos escritórios. A partir de 2028, o trabalho presencial passará a ser de três dias por semana. Hoje, são oito dias por mês. A mudança reflete uma tendência de maior presença física no setor financeiro, após anos de modelo híbrido consolidado durante a pandemia.
Em nota enviada ao Money Times, o Itaú informou que a iniciativa contempla cerca de 9.600 posições de trabalho e integra o plano de investimentos em infraestrutura anunciado pelo Itaú, que prepara seus polos para a evolução gradual do modelo híbrido. A escolha do Esther Towers levou em conta critérios operacionais, de infraestrutura e de atendimento às necessidades futuras, com foco em ambientes que favoreçam a colaboração, a troca de conhecimento e a integração entre as equipes.
Além da sua sede no Jabaquara, construída na década de 80, o Itaú também possui escritórios na Avenida Faria Lima, no prédio mais caro do Brasil. O novo polo se soma às operações já existentes na cidade, ampliando a capacidade de atendimento e a presença geográfica do banco.
Ocupação e novas verticais
Ainda segundo o portal, o complexo deve abrigar diferentes áreas do Itaú, incluindo profissionais de uma nova vertical do banco, que está apostando na criação de agências virtuais. Essa iniciativa demonstra a diversificação das operações do Itaú, que busca integrar canais digitais e físicos para melhor atender seus clientes.
Apesar disso, o Itaú disse que com a entrega das torres prevista para os próximos anos, o desenho de ocupação do complexo segue em construção e será divulgado oportunamente. A expectativa é que o Esther Towers se torne um hub de inovação e colaboração, alinhado às necessidades futuras do banco.
Impacto para a Eztec
Para a Eztec, o contrato representa uma receita recorrente significativa, equivalente a cerca de um terço do seu valor de mercado atual. A operação fortalece o segmento de locação da companhia, que passa a contar com um inquilino de alta qualidade de crédito e longo prazo de permanência. O acordo também valida a estratégia da construtora de desenvolver empreendimentos corporativos de grande porte em regiões estratégicas da capital paulista.
O mercado reagiu positivamente à notícia, com analistas destacando a previsibilidade de fluxo de caixa e a redução de risco de vacância. A Eztec, que historicamente atua no segmento residencial de médio e alto padrão, diversifica suas fontes de receita com o aluguel de torres comerciais, o que pode contribuir para a estabilidade financeira da empresa nos próximos anos.
Contexto do mercado imobiliário corporativo
O setor de escritórios de alto padrão em São Paulo tem mostrado recuperação gradual, com aumento da demanda por espaços modernos e bem localizados. O movimento do Itaú reflete uma tendência de grandes empresas em consolidar operações em edifícios eficientes, que ofereçam infraestrutura adequada para o modelo híbrido de trabalho.
O Esther Towers, com sua área locável de 91,4 mil metros quadrados, se posiciona como um dos principais empreendimentos corporativos da cidade. A locação integral pelo Itaú reduz o risco de vacância e garante ocupação imediata, o que é um diferencial competitivo para a Eztec em um mercado ainda incerto.
Próximos passos
A entrega das torres está prevista para os próximos anos, e a vigência do contrato será iniciada de forma escalonada. O Itaú informou que o desenho de ocupação do complexo segue em construção e será divulgado oportunamente. A Eztec, por sua vez, não detalhou os valores exatos do aluguel, mas destacou a importância do acordo para sua estratégia de negócios.
O mercado acompanhará de perto a evolução do empreendimento e os impactos financeiros para ambas as companhias. A expectativa é que o contrato gere receita estável para a Eztec e contribua para a consolidação do Itaú como um dos maiores ocupantes de escritórios corporativos do país.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
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