Advogada morta em SC: ex é condenado a 31 anos
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Um homem foi condenado a 31 anos de prisão pelo assassinato da advogada Karize, de 33 anos, em Santa Catarina, e pela ocultação de seu cadáver no Paraná. A sentença foi proferida pela Justiça catarinense, em processo que corre em sigilo, e o nome do réu não foi divulgado. O crime ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024, e teria sido motivado por ciúmes, segundo o Ministério Público.

Crime ocorreu durante recuperação de cirurgia

Karize tinha 33 anos e foi morta na própria casa, conforme apontou o Ministério Público. A vítima estava em recuperação de uma cirurgia nos rins quando foi atacada pelo ex-companheiro. O autor utilizou asfixia como meio de execução, o que configurou uma das qualificadoras do homicídio. A vulnerabilidade da vítima, debilitada pelo procedimento cirúrgico, foi um elemento que agravou a conduta do agressor. A fonte não detalhou o tipo exato de cirurgia nem o tempo de recuperação previsto.

O ataque ocorreu no ambiente doméstico, local que deveria representar segurança para a vítima. A escolha do momento, quando Karize estava fragilizada, indica premeditação e aproveitamento da situação de vulnerabilidade. A asfixia, além de ser um meio cruel, dificultou qualquer possibilidade de defesa por parte da advogada. Esses fatores foram considerados na dosimetria da pena pelo juízo responsável.

Ocultação de cadáver e fuga para o Paraguai

Após o crime, o réu transportou o corpo até uma área de mata em Palmas, no Paraná, onde o ocultou. A ocultação de cadáver foi considerada crime autônomo e também pesou na condenação. A fuga do acusado se estendeu até o Paraguai, onde ele foi localizado e preso pelas autoridades. A distância percorrida e o esforço para esconder o corpo demonstram tentativa de impedir a descoberta do crime e a responsabilização.

O transporte do corpo para outro estado evidencia a intenção de dificultar as investigações. A ocultação em área de mata, de difícil acesso, retardou a localização dos restos mortais e prolongou o sofrimento da família. A prisão no Paraguai ocorreu após cooperação entre forças de segurança, embora a fonte não tenha detalhado as circunstâncias exatas da captura. A condenação por ocultação de cadáver soma-se à pena pelo homicídio, resultando no total de 31 anos.

Qualificadoras e contexto legal do feminicídio

O crime teria sido motivado por ciúmes, conforme a acusação. O homicídio foi classificado como quadruplamente qualificado, abrangendo feminicídio, motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. A qualificadora de feminicídio foi aplicada porque o dolo envolveu violência contra mulher em contexto de relação íntima. O caso ocorreu em setembro de 2024, pouco antes da sanção da lei que tornou o feminicídio um tipo penal autônomo.

Na época dos fatos, o feminicídio ainda era tratado como qualificadora do homicídio, e não como crime independente. Essa distinção influencia a dosimetria da pena e o enquadramento jurídico. Como o caso aconteceu semanas antes do sancionamento da lei que tornou o feminicídio um crime autônomo, o homem respondeu por homicídio com quatro qualificadoras, sendo o dolo contra mulher uma delas (feminicídio). Além disso, o réu também foi condenado por ocultação de cadáver. A pena total de 31 anos reflete a soma das penas pelos dois crimes.

A mudança legislativa, que entrou em vigor posteriormente, não retroage para beneficiar ou prejudicar o réu neste caso. O enquadramento segue a lei vigente à época dos fatos, garantindo a segurança jurídica. A análise das qualificadoras demonstra a gravidade atribuída ao crime pelo sistema de justiça. A fonte não detalhou se a defesa questionou a classificação das qualificadoras.

Decisão judicial e sigilo processual

A juíza responsável negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, considerando a gravidade do crime e o sofrimento causado à família. O processo corre em sigilo, e o nome do réu não foi divulgado. O g1 não teve acesso à defesa dele. A manutenção da prisão durante o recurso reflete o entendimento de que o acusado representa risco à ordem pública.

A negativa do direito de recorrer em liberdade é uma medida cautelar que visa assegurar a aplicação da lei penal. A juíza considerou a extensão do dano causado e o impacto sobre os familiares da vítima. O sigilo processual impede a divulgação de detalhes adicionais, como a identidade do réu e eventuais testemunhas. A reportagem tentou contato com a defesa, mas não obteve retorno até a publicação.

A decisão judicial encerra uma etapa importante para a família de Karize, que aguardava por justiça desde setembro de 2024. O caso mobilizou a comunidade jurídica e reforçou o debate sobre violência contra a mulher. A condenação a 31 anos de prisão representa uma resposta do Poder Judiciário diante da brutalidade do crime. A fonte não informou se haverá apelação por parte da defesa.

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