Zema afasta diretor da PF e Novo comemora decisão
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O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, comemorou nesta terça-feira (8) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A determinação ocorreu a partir de um pedido apresentado pelo partido Novo em 2 de setembro. Em publicação na rede social X, Zema afirmou que a legenda conseguiu o afastamento e prometeu seguir firme contra o que chamou de “intocáveis”.

Na mesma data, o senador Carlos Viana (PSD-MG), aliado de Zema em Minas Gerais, anunciou que protocolará um pedido de prisão preventiva contra Andrei Rodrigues. Viana também declarou que oficiará a ministra Cármen Lúcia para cobrar um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a instalação do Conselho de Ética da Casa. O parlamentar criticou o que considera omissão do Senado diante do caso.

Zema atribui afastamento a pedido do Novo

Em sua conta no X, Romeu Zema escreveu: “Conseguimos o afastamento do Chefe da PF. André Mendonça acaba de afastar o Andrei Rodrigues do Comando da PF. A decisão foi tomada com base no pedido do Partido Novo, após um relatório de 200 páginas encontrar menções ao Andrei no celular do Vorcaro. Enquanto muitos falam, a gente faz. E seguiremos firmes contra os intocáveis. CHEGA DE INTOCÁVEIS!”.

A declaração de Zema reforça a narrativa do partido Novo de que a legenda atua de forma propositiva, em contraste com outros atores políticos. O candidato não detalhou o conteúdo do relatório nem as menções citadas, mas vinculou diretamente a decisão do ministro André Mendonça ao pedido protocolado pelo partido no início de setembro. A fonte não detalhou o teor das menções encontradas no celular de Vorcaro.

O afastamento de Andrei Rodrigues ocorre em um contexto de tensão entre o Executivo e a Polícia Federal, que tem conduzido investigações sensíveis. O Novo, partido de oposição, tem utilizado o episódio para criticar a condução da PF e cobrar responsabilização de autoridades. A decisão de Mendonça ainda pode ser revista pelo plenário do STF, mas, por ora, representa uma vitória política para o partido e para Zema.

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Senador anuncia pedido de prisão preventiva

O senador Carlos Viana afirmou que vai protocolar um pedido de prisão preventiva contra Andrei Rodrigues. A declaração foi dada nesta terça-feira, sem que o parlamentar detalhasse os fundamentos jurídicos do pedido. Viana é aliado de Romeu Zema e tem atuado como porta-voz de pautas do grupo político mineiro no Congresso Nacional.

Além do pedido de prisão, Viana disse que oficiará a ministra Cármen Lúcia, do STF, para que ela exija um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre a instalação do Conselho de Ética da Casa. O senador criticou Alcolumbre pelo que considera omissão no caso. “Ele (Alcolumbre) não atende ninguém, especialmente quem está tentando que ele dê esclarecimentos, porque ele tem esclarecimentos a dar. Nós não podemos permanecer como está hoje, como se nada estivesse acontecendo. Senado está vivendo onde? Numa bolha?

Senado está longe do que a população brasileira quer?”, questionou.

O Conselho de Ética do Senado é o órgão responsável por analisar denúncias contra parlamentares e pode recomendar punições, como censura ou perda de mandato. A instalação do colegiado tem sido cobrada por senadores de oposição, que acusam a Mesa Diretora de retardar o processo. A fala de Viana sugere que o caso envolvendo Andrei Rodrigues poderia ser tratado nessa instância, embora o diretor-geral da PF não seja senador.

Viana afirmou ainda que também irá protocolar a convocação de Andrei Rodrigues, do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A convocação, se aprovada, obrigaria as autoridades a prestar esclarecimentos ao Senado. O parlamentar não informou qual comissão receberia os requerimentos nem a data prevista para a apresentação.

Repercussão e próximos passos

A decisão do ministro André Mendonça e as declarações de Zema e Viana repercutiram imediatamente nas redes sociais e no meio político. Apoiadores do Novo celebraram o afastamento como uma vitória contra o que chamam de “abusos” da Polícia Federal. Críticos, por outro lado, questionaram a legalidade do pedido de prisão anunciado por Viana, uma vez que não há informações públicas sobre crimes cometidos por Andrei Rodrigues.

O STF não divulgou detalhes sobre os fundamentos da decisão de Mendonça, e a Polícia Federal não se manifestou oficialmente sobre o afastamento. A fonte não detalhou se Andrei Rodrigues já foi notificado ou se há prazo para que ele deixe o cargo. O caso deve gerar desdobramentos jurídicos e políticos nos próximos dias, especialmente se o Senado instalar o Conselho de Ética e analisar os requerimentos de convocação.

Romeu Zema, que disputa a Presidência pelo Novo, tem utilizado o episódio para se posicionar como um candidato de enfrentamento às instituições que considera “intocáveis”. A estratégia busca atrair eleitores descontentes com o sistema político, mas também pode gerar atritos com o Judiciário e com setores do Congresso. O candidato não detalhou quais serão os próximos passos do partido após o afastamento.

Enquanto isso, o Senado permanece sob pressão para dar respostas. A fala de Carlos Viana ecoa uma insatisfação de parte da opinião pública com a atuação da Casa, que tem sido acusada de lentidão em temas sensíveis. A instalação do Conselho de Ética, se ocorrer, poderá abrir espaço para debates sobre a conduta de autoridades e sobre os limites da atuação da Polícia Federal.

O desfecho do caso ainda é incerto. A decisão de Mendonça pode ser confirmada ou revertida pelo plenário do STF, e os pedidos de prisão e convocação dependem de tramitação no Congresso. Por ora, o episódio fortalece a narrativa do Novo e de seus aliados, que prometem continuar pressionando por responsabilização.

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