BRB risco financeiro: fantasma volta a assombrar banco
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O BRB voltou a enfrentar riscos financeiros após o fracasso na venda de ativos do Banco Master à Quadra Capital, que envolvia um pagamento de R$ 4 bilhões. O cancelamento do negócio reacendeu preocupações sobre a possibilidade de liquidação, intervenção do Banco Central ou privatização do banco. Enquanto o caixa não é reforçado, esses riscos seguem atormentando a instituição.

Cancelamento do acordo com a Quadra

Em 20 de abril, a gestora Quadra Capital firmou um acordo com o BRB para comprar R$ 15 bilhões em ativos do Master sob o poder do banco público da capital federal. A transação envolvia uma promessa de pagamento de R$ 4 bilhões à vista e adiantamento de R$ 1 bilhão. Na sexta-feira 17 de julho, o banco estatal comunicou que o negócio foi cancelado.

O BRB disse em fato relevante que permanece apto a avaliar alternativas e oportunidades com outros participantes de mercado. O encerramento do acordo com a Quadra não altera a estratégia da Companhia em relação aos ativos objeto da operação. O NeoFeed apurou que o banco já está em busca de um novo investidor em substituição à Quadra.

Empréstimo de R$ 6,6 bilhões em negociação

O BRB busca um novo investidor para os ativos e está em negociações para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com um consórcio de bancos, liderado pelo Banco do Brasil, mas a operação ainda não foi concretizada. O empréstimo de R$ 6,6 bilhões vem sendo negociado por um consórcio de bancos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Nos bastidores, fontes afirmam que o Banco do Brasil lidera o grupo de bancos para o empréstimo.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o empréstimo está em fase final, mas as incertezas políticas e a proximidade das eleições dificultam as negociações. O BRB continua confiante na implementação de medidas para fortalecer sua posição de capital.

Acordo homologado pelo STF

No fim de maio, o ministro do STF Luiz Fux homologou um acordo entre o GDF, governo federal e o BRB. Bancos públicos e privados dariam fiança para a operação, e o GDF daria como garantias cotas no Fundo de Participação dos Estados. O governo de Brasília desejava um aval formal do Tesouro, mas o Ministério da Fazenda não topou devido às condições fiscais negativas.

Diante desse cenário, o BRB segue em busca de soluções para evitar os riscos de liquidação, intervenção ou privatização. A instituição permanece confiante, mas as incertezas políticas e fiscais ainda pesam sobre as negociações.

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